Completam-se seis semanas desde que começámos a nossa aventura galáctica, ao longo das quais guardámos as espaciais flatulências de bandas como Panado, Alex Chinaskee, Old Jerusalem, Capitão Fausto e Pista, que fizeram o especial favor de partilhar um pouco daquilo que são os seus gostos e as suas influencias musicais, para que algo interessante possa sair desta rubrica e para que possamos cumprir o nosso objetivo de sugerir excelentes faixas ao nosso público, independentemente do género musical (o que importa é mesmo a música).
Hoje o Janrik junta-se à lista mais especial e odorenta do espaço, com o seu nostalgico peido.
"Devo admitir que passei um bom bocado à procura da música para o artigo, mas acabei por me aperceber que nenhuma lista musical decente pode estar completa sem a presença dos mestres do art-rock, THE VELVET UNDERGROUND. Por onde começo? Lou Reed, John Cale, podia continuar, mas o que importa é a música. The Gift, do White Light/White Heat (este álbum dava para 6 "Peidos Espaciais"), conta, com uma voz monótona de Cale, uma short-story quase tão engraçada como mórbida escrita por Reed no lado esquerdo da mistura enquanto a banda toca um rock cru e saturado de ruído no lado direito, completando a faixa com o icónico tom e composição da banda americana."
Após o álbum homónimo de 2012, "Passeio das virtudes" é o segundo disco editado destes quatro jovens da Invicta. É desde 30 de janeiro deste ano que temos à nossa disponibilidade um álbum mais maduro e uma atitude mais segura e determinada, com um acréscimo de dois membros. Os Salto, em doze faixas, criaram um álbum que evoca o mar de verão e o potencial do sol, que afina a saturação das cores das coisas visíveis e invisíveis. Menos elétricos e mais sonhadores, donos de uma efervescência agradavelmente contida, os rapazes dignificam sem pretensiosismos o pop/rock elétrico português e refrescam a saúde de quem precisa de vitamina C e não tem fácil acesso a esta.
"Queimo as Mãos pelo Futuro" é um começo ameno para um álbum com mais do que um clímax distribuído pelo seu alinhamento. É nesta malha que começa a viagem e Guilherme canta, sem rodeios, as memórias da Tour Mar Inteiro, que decorreu no ano passado: "Corremos de olhos fechados (...) de bolsos furados". Os vocais suaves deslizam pelos efeitos aéreos do sintetizador e "Mar Inteiro", a faixa mais rock'n'roll é um mergulho numa sinestesia em que cada nota musical é uma explosão de cor. Destaca-se, em seguida, "Passeio das Virtudes", cuja sonhadora introdução é continuada por uma atmosfera de videojogo clássico (avé sintetizadores). Neste videojogo é sempre verão e é o Guilherme que narra a história do jogador com questões existencialistas, num passeio virtuoso até ao infinito. "Nunca faço nada de que não me possa orgulhar/ um dia já no caixão os bichos não me hão-de julgar". Pelos vistos, o herói deste universo sai satisfeito consigo mesmo.
"Lagostas" acaba por ser a melhor onda que se apanha neste disco. É um empurrão soberbo para a pista de dança e para animar qualquer altura do dia. E tudo isso deve-se ao funk, aos rasgos de guitarra, às nostalgia dos 60's e do glam rock. Não é notável a ouvido nu, porém, temos também algumas influências dos Kraftwerk e Daft Punk. Como uma máquina, dançaremos a este single que promete ser transcendente a este verão.
"César" começa por dar ares de chill out/lounge music e é gloriosa, um curto instrumental que brilha como um César Augusto dos tempos modernos. O tema perfeito para ser selecionado como despertador, se quiseres acordar de maneira heróica. "O Sonho da Cidade Branca" é um interlúdio que funciona como um olhar desprevenido para o contexto de criação do álbum, até porque alude a um clima de trabalho e ensaios. "Em Paz Com Falhas" tem umas nuances de Mac DeMarco e é mais soturna, mesmo a nível de registo vocal. "Cidade Branca" passa despercebida e é quase um aquecimento para a beleza caracterizante da confissão que é "Uma de Cada Vez": "Acordo sem me deitar (...) Tudo tem sua vez". Talvez a faixa mais intrigante do álbum, que é aperfeiçoada com umas harmonias vocais interessantes.
"Selva" é ofuscante e libertadora, com a esquizofrenia bem presente, e de certo modo libertadora. Segue "Selva Néon", bem ao jeito do DJ Kavinsky, num registo quase retrowave, perfeito instrumental para uma viagem de carro noturna. Este tema é uma injeção de adrenalina e tem o seu brilho cinematográfico, pois alude às noites das grandes metrópoles. "Estrada Gasta" é a despedida deste passeio do qual saímos com os ouvidos vacinados e a vista toldada pela luz do sol. Fica no ar a ideia de inquietude e a certeza de que os passeios de certos caminhos têm de ser feitos dentro da nossa mente.
Cada vez mais distanciado da cena singer/songwritter com que se podia rotular talvez os inícios do projeto, Janrik enquadra-se cada vez mais numa vertente experimental quando se fala em lançamentos de novas faixas, o que deixa de ser tão certo nos seus concertos, em que junta esta sua faceta mais experimental e caótica às malhas de Ode (EP) e covers que completam as setlists.
8 de Maio é dia de lançamento de um conjunto de 8 faixas intitulado "The Eye" na página de bandcamp de Janrik, o que está qualquer coisa de interessante, talvez dos lançamentos mais interessantes do artista. São 8 faixas, a maioria delas com menos de 2 minutos e duas com 3 minutos, com características muito similares, em que vão ecoando guitarras, num loop constante, no qual se alternam sons indistinguíveis no meio das brincadeiras da guitarra. Faixas mais fritas de Janrik, isso são, sem dúvida.
Eu fui ver o gig de Panado na Quinta-Feira no Lounge, foram tocar com os TreeHouse 2290, banda de Pós-Rock/Ambient. O som até estava bom mas este público foi um dos piores que eu já vi... De 60/70 e tal pessoas haviam 15 a curtir da cena as outras estavam meramente à espera que uma das bandas cometesse um gafe compreensível de forma a tornarem-se pretensiosos e gritarem algo previsível tipo "És uma meeeeerda" ou assim.
Os concertos de Panado são sempre celebrizados com algum acontecimento anormal, tipo o gig na Timila em que nos faltava um PA, que saudades... A meio deste concerto o amplificador do Lourenço desliga-se, impossibilitando o som de baixo que tanto dinamiza as músicas, tal como outro instrumento, eles são um trio, comem-se uns aos outros em termos sonoros... Apesar de ser uma coisa que acontece muito frequentemente óbvio que o Lourenço ficou chateado com o sucedido porque aquele público faz juízos de valor reles... Encontrei malta fixe apesar de tudo, António Ferreira dos Basset Hounds chegou a gritar para o Pedro no móvel quando liguei para ele sem querer, encontrei o Bruno Cardoso de Xinobi, obrigado pelo isqueiro amigo!
Bem, eis a minha conclusão, os Panado estão a tocar bem ao vivo, as músicas estão a soar bem e a banda está a corresponder à própria evolução e expansão que é bastante visível agora. É verdade sim que se eu fosse baixista e me acontecesse algo do género também ficava lixado, mas agora digo isto e digo com certeza: Qualquer público que não dance, moshe, surfe e todas essas cenas giras que se fazem num concerto de Panado, ainda por cima ao som de malhas tão ecléticas e hiperativas como "D. João" ou este fantástico "Charopes", merece ter a guitarra do Vitor, o baixo do Lourenço e a bateria do Bernardo a tocar à frente dos seus olhos, portanto Lourenço, obrigado pela antecipação e por teres dado uma lição bem merecida a algumas pessoas que estavam no Lounge no dia 5 de Maio. Terás o teu momento de redenção esta Sexta-feira no Time Out com Pista (shotout para o Cláudio, o Miguel Afonso, essa malta toda gira), não que precises amigo... Não que precises.
No dia 20 de Maio "D. João" é libertado via bandcamp, a banda desde então tem dado concertos para apresentar essas faixas do tão aclamado "Épê" lançado em Setembro do ano passado. Cláudio Fernandes levou a banda para o seu estúdio para re-gravar essas faixas, e hoje a banda solta, via Youtube, "Charopes", musica que serviu de entrada no Vodafone Band Scout 2015.
Quanto ao EP, ainda existem muitas incógnitas em relação à data de lançamento, essas que devem ser esclarecidas nos próximos tempos...
A banda estará no Montijo dia 13 de Maio com os Pista no Time Out.
Numa noite em que os Galgo iam tocar no Time Out Bar com Alex Chinaskee e os Camponeses, não restavam dúvidas:@ íamos sair de lá alimentados sonoramente. Como o que é bom demais sabe sempre a pouco, acabámos por ter uma divertida conversa que chegou ao ponto da divagação sobre fenómenos biológicos de répteis... Vejam, aqui, como chegámos à criação do Pica- Rock:
MontijoSound- Então apresentem-se ao mundo, quem é quem, quem faz o quê?
Joana Batista- Sou a Joana, toco bateria.
Alexandre Sousa- Sou o Alex, toco guitarra.
João Figueiras- Sou o Figueiras e toco baixo.
Miguel Figueiredo- Sou o Miguel e também toco guitarra.
Aí apercebemo-nos que eram duas guitarras e não 1 guitarra e 1 um teclado, pelo menos por agora...
MS- Conseguem explicar o que mudou para a banda depois do Vodafone Band Scout? Houve portas que se abriram? Como é que começaram a tocar juntos, querem falar um bocado do vosso percurso?
Joana- Epá começamos a tocar no secundário e daí fomos formando amizades, algumas já vinham desde muito antes... Houve algumas complicações no passado mas acabámos por desenvolver muita coisa em conjunto e influenciar-nos uns aos outros...
MS- O vosso som é complexo e indecifrável. Como chegaram a esta sonoridade que vos destingue das outras bandas? Eu comparo a teatralidade das vossas faixas "lambirínticas" a nomes como Pinkshinyuultrablast ou Foals sobre ácidos! Que influências moldaram o vosso som?
Miguel- Na verdade acho que foi tudo muito natural, tivemos certas influências sim e fomos sempre ouvindo cenas diferentes ao longo do nosso percurso, mas nunca ficámos presos a uma coisa específica, nunca nos focamos num meio ou num tipo de som, e foi isso que acabou por misturar tudo que ouvíamos e acabámos por chegar a uma sonoridade que para nós fazia sentido. Para ser honesto foi um bocado trabalho de pesquisa, procurar os pedais e o equipamento certo...
MS- Conseguem comparar o vosso som a algo físico? Tipo um vácuo ou assim (risos)?
Alex- Já comparámos por exemplo a ginásio... (risos)
Miguel- Ya! Ginásio, tipo aquelas patadas <<Pim Pim>> (imitando o som)
Figueiras- Ou então mesmo o movimento...
Joana- Tipo Step <<Hun Hun>> (imita o ruído)
MS- Porque hoje foi dia de jogo entre o Sporting e o Porto: Porquê trauma de lagartixa e não trauma de águia ou dragão (risos)? De onde surge esse título, qual é a mensagem do grito?
(Risos entre eles)
Figueiras- Essa música vai sempre ficar...
MS- Sempre!
Joana- É um grito porque é um trauma!
MS- Que trauma? Que lagartixa pisaram no passado?
Joana- O que acontece quando se pisa uma lagartixa e ela fica sem cauda? Ela vive! Sobrevive ao atentado e a cauda cresce outra vez! É um bocado traumático...
Miguel- Da maneira como interpreto, é um bocado teres o trauma, a lagartixa, e a regeneração da cauda simboliza um trauma desnecessário ou excessivo porque tecnicamente não aconteceu nada de mal à lagartixa... Fica muito fácil sobreviver a esse trauma.
MS- Mas vocês pensaram nisso tudo, foi tudo planeado?
Miguel- As coisas saem bué estúpidas não sei...
Joana- Mas de uma forma foi planeado sim.
MS- O vosso som nasce de um pensamento abstrato, é assim tão gratuito? Parece-me que focam-se muito mais no som e melodia do que propriamente a composição...
Figueiras- Sim porque agora que falamos de "Trauma da lagartixa", nunca foi o nosso objetivo fazer uma música sobre a recuperação de um trauma... (Risos gerais) A música surge de uma jam.
Toda a gente a rir-se da intervenção do Figueiras.
MS- A música surge de uma jam??
Galgo- Todas, sim quase todas!
Joana- É um bocado o contrário de eu escrever uma pauta em casa e dizer "olhem amigos o que eu escrevi!" (risos)
Alex- Por exemplo, a letra mínima dessa música surge de um momento no Bairro Alto...
MS- Vocês ensaiam onde?
Alex- No Nirvana Studios, em Lisboa.
MS- São 4 faixas. Porquê EP5 e não EP4?
Galgo- (em uníssono) Por isso mesmo! (Risos)
Joana- É tudo contra isso, queríamos contrariar um bocado o previsível...
Miguel- A cena de serem 4 músicas, nós sermos 4 pessoas...
MS- Existem muitas incógnitas a rondar Galgo... Com 4 faixas na bagageira, vocês dão concertos ou Showcases? Querem falar um bocado das vossas setlists?
Joana- Ah nós não tocamos só essas malhas...
Alex- "Praí" 11, 12... Mas a única cena que temos lançada e online é esse EP, tirando os singles... Mas ao vivo tocamos sempre mais.
MS- Portanto se o pessoal quiser ouvir mais cenas, tem mesmo de ir ver...
Galgo- (em uníssono) exatamente!
"Nunca nos focamos num só meio ou tipo de som, isso acaba por misturar as coisas que ouvíamos em algo que para nós fazia sentido... "
MS- Ou então esperar pelo álbum...
Joana- Ou então esperar pelo álbum...
Galgo- Que está aí quase a sair...
MS- Falem-nos um bocado disso já agora... (risos)
Miguel- Então, acabámos agora há umas semanas de gravar o album no House, estúdio dos PAUS e dessa malta toda fixe, e estamos a pensar lançar esse álbum no final deste ano, entretanto vamos lançando uns singles... É esperar para ver. (risos)
MS- O vosso som pode ser associado a várias vertentes, desde o Pós Rock (Há certas características ambientais, experimentais e/ou progressivas) que vai de forma oposta até ao Math Rock, Psicadélico ou mesmo Psicadelia... Como é que vocês mesmos rotulam o vosso som se o fazem sequer?
Alex- Lá está, a criação vem por instinto, surge de forma bastante espontânea nós não pensamos em fazer "aquele" tipo de música... Vamos tocando e vemos o que sai disso.
Miguel- O nosso estilo já passou por tanta coisa (risos)...
Joana- Isso dos rótulos, acho que é cada vez mais uma coisa do público... Nós só temos de estar preocupados em fazer aquilo que gostamos e fazê-lo bem.
Segue-se uma breve risada sobre Surveillance fazer Shamancore e suas malhas deles, associando-se a sonoridade de Galgo a algo que dá imensa pica, de onde vem o termo "Pica-Rock". Depois disso descreveu-se brevemente a Bistroteca do ano passado: estivemos a explicar aos Galgo tudo o que a Bistroteca veio mudar no Montijo.
Galgo
no Time Out Bar Montijo e a sua sonoridade diferenciável e energética à
qual chamamos num jeito de brincadeira de "Pica Rock".
MS- De onde surge o nome Galgo. Que brainstorm canino foi esse?
(risos) Figueiras- Inicialmente nem era a associação ao cão, era para ser uma música...
Joana- Epá basicamente eu tenho um cão.... (longa pausa para gargalhadas) E acontece que eles por acaso curtem bastante do meu cão... e acabámos por ir um bocado nessa onda do brainstorm canino como disseram, fomos ao Wikipédia ver aquelas listas buéda' ranhosas e foi a partir daí. (risos)
MS- Voltando à lagartixa, como surgiu a ideia para o teledisco?
Joana- Tínhamos umas imagens.. Foi pegar na câmara e começar a gravar cenas...
MS- Quem gravou?
Joana- Fui eu. (Gargalhada barulhenta e embaraçada por essa revelação), não me orgulho nada... Mas pronto, foi assim das primeiras experiências que tive a filmar e a editar... Precisávamos de algo naquele momento e foi aquilo que saiu.
MS- Sim essa pressa do público em ver/ouvir material vosso...
Joana- Sim Precisávamos de algo para concursos e outros afins porque estávamos com dificuldades em arranjar concertos, e acabou por correr bem.
"Isso dos rótulos, acho que é cada vez mais uma coisa do público... Nós só temos de estar preocupados em fazer aquilo que gostamos e fazê-lo bem."
MS- Falem-me um bocado da vossa viagem à Hungria, o sítio menos provável para se encontrar uma banda indie portuguesa... O futebol deles é horrível (muitos risos gerais), aposto o meu dedo mindinho em como a música deles também, dependendo da língua que não nos é totalmente favorável! Ofereceram-vos bilhetes low cost (risos)? O que extraíram da viagem?
Miguel- Foi dos melhores concursos que participámos e tivemos a sorte de ganhar! Foi uma viagem brutal. Mesmo! Arranjámos vários concertos, foi mesmo fantástico!
Alex- Houve um em particular no A38, num barco! Esse gig foi memorável, grande cena!
MS- Foi assim tão difícil arranjar concertos?
Figueiras- Para o nosso tipo de som específico? Sem dúvida.
Miguel- É um mercado inteiramente novo, não conhecíamos nada, bares, nada... Nós ensaiávamos na minha casa antes do Nirvana, e para os gigs convidávamos sempre os mesmos amigos, lógico que a cena não ia furar dessa forma...
Joana- Também não investíamos o suficiente na comunicação, divulgação... Também conhecemos desses concursos pessoas que nos ajudaram a propagar a cena. Chegou uma altura em que parámos e dissemos "Ok, bora a tudo, concursos e isso tudo" e de alguns, tivemos resultados bastante positivos...
MS- Depois do Band Scout as vossas possibilidades são quase infinitas, viam-se nesta posição quando começaram?
Figueiras- Nunca vemos nada, mesmo agora não conseguimos olhar para o futuro, é sempre tudo muito imprevisível...
Alex- O Band Scout foi um dos concursos, eu pelo menos não via nada tínhamos sempre os pés bem acentes na terra... Nunca pensámos ir tocar à Hungria ou Alive...
Miguel- Eia o Alive...
Joana- Tudo é bom sim, não há maior probabilidade de crescermos mais a tocar no Alive do que no Montijo... Talvez até tenhamos crescido mais num palco que nem é assim tão conhecido que é o Nirvana.
MS- Se bem que as bandas, quer vençam ou não, que saem do Band Scout acabam por ganhar bastante projeção...
Joana- Têm, mas pode ser aproveitada ou não, depende das pessoas que estejam interessadas nessa projeção... Depende muita coisa na verdade...
Alex- Sem dúvida, nós não ganhámos o concurso, o 1° tinha direito a uma data de regalias incluindo um forte apoio da Vodafone Fm... Acho que para nós o real prémio foi ter tocado no Vodafone Mexefest.
Galgo- Sem dúvida.
MS- O que estão a achar do Montijo?
Miguel- É fixe, estávamos a comentar que o montijo parecia bué as ruas de Cascais...
Começámos todos a rir e a falar desse comentário dificílimo de assimilar, tal não é o contraste entre as duas regiões.
MS- Assim para finalizar, qual é a vossa opinião sobre iniciativas como o MontijoSound como plataforma de bandas emergentes a precisar de exposição, como vocês já foram?
Joana- Eu não me vou expressar relativamente a isso (risos).
Figueiras- Eu li a outra, eia...
Segue-se um riso descontrolado de todos, sendo que o Figueiras, prestes a manifestar-se e responder à pergunta, tem uma branca bastante hilariante, tudo brincadeiras.
Figueiras- Eu li a vossa review do EP5, curti. Acho que essas plataformas são importantes e comparo bastante à cena dos concursos: É tão importante haver plataformas dessas, boas, a divulgar música como é importante para nós dar-mos muitos concertos para nos dar a conhecer mais. Partindo do ponto de partida tem alguma qualidade, e o vosso tem.
Miguel- É como tudo, as coisas começam a ganhar qualidade, é excelente terem uma opinião, seja sobre música ou seja lá o que for, se achas que tens qualidade e é o que sentes, faz.
MS - Tal como fazer música de alguma forma...
Miguel- Exatamente.
MS - Bem, obrigado pela conversa, mandem os vossos cumprimento para o Montijo.
NÓS SOMOS OS GALGO, UM GRANDE ABRAÇO PARA TODA A REDAÇÃO MONTIJOSOUND, BEIJINHOS E ABRAÇOS PARA O TIME OUT BAR MONTIJO PELA CALOROSA RECEÇÃO, À UNTUTORED YOUTH POR NOS TEREM DADO O TOQUE, MUITO AMOR PARA VOCÊS, VEMO-NOS EM BREVE
Sexta: "Inserida na Semana da Juventude 2016, a Batalha de Djs é uma iniciativa promovida pela Omnis Factum Associação, AMOTE - Associação Cultural Montijense e Banda Democrática 2 de Janeiro". Esta experiência é reservada a Dj's amadores entre os 14 e os 30 anos. Se tens o bichinho pela arte da mesa de mistura não percas a oportunidade de levar um apurado sentido de julgamento para o Time Out Bar, no dia 6, às 22.30. Que ganhe o melhor e que não se partam pratos!
Sábado: No próximo dia 7 (sábado), já a integrar a semana da juventude do Montijo, os SomamonaS vão alegrar um grande alcance de gerações com um espetáculo de tributo aos Mamonas Assassinas. Nesta noite, terás a oportunidade de revisitar uma das mais relevantes bandas da música brasileira, que até ao seu desastroso final garantiu o pagode à comunidade brasileira e rejuvenesceu a mais velha das almas. A entrada é livre e os horário é das 23:00 - 2:00.