segunda-feira, 4 de abril de 2016

Peido Espacial #1 (chk chk chk !!!), com Lourenço Dias (Panado!!!!!!!)

Fomos para o espaço procurar os nossos artistas preferidos e descobrir os seus artistas preferidos, e chamamos a esta demanda de "Peido Espacial" (tudo fictício amigos). O primeiro a largar esse "cafifo" foi Lourenço Dias dos Panado, mas teremos um artista diferente todas as semanas!
 Tragam ambientador, Peido Espacial #1 com Lourenço Dias:

  "Escolher uma música é sempre ingrato. ingrato para a banda, ingrato para o ouvinte e já agora ingrato para quem a escolhe. Por isto mesmo, ao receber o pedido do MontijoSound, lembrei-me imediatamente do Head On/Pill. São 16 minutos, 7 malucos e muito fritanço! King Gizzard and The Lizard Wizard. Pedir mais é só ser chato."

Na foto Lourenço Dias com o seu baixo (ele é baixista), no seu lado dir. Diogo Vitor (vocalista e guitarrista). Lourenço também tapa Bernardo Moniz (o baterista), os três formam os Panado.

PEIDO ESPACIAL:
Conceito: Luis Teixeira
Nome: Catarina Soares/Pedro Pereira
Design: Luis Teixeira
Texto: Luis Teixeira
Convidado: Lourenço Dias
Agradecimentos: Alcatel, Panado
MontijoSound®2016


Álbum da semana: Alex Chinaskee- Campo

Poderia escolher o novo disco de Primal Scream ou o muito aguardado novo trabalho de Mogwai, decidi algo menos previsível e optei pelas faixas que tem acompanhado a minha vida nos últimos dias, nos seus momentos mais deprimentes e melancólicos "Campo" faz muito bem o seu trabalho. Estamos a falar de faixas simples, liricas que fogem ao pretensiosismo que é por vezes a música cantada em português, Alex Chinaskee explora o amor, sexo, desejos, de forma mais honesta possivel misturando influências díspares (do psicadélico, garage lo-fi ao bossa nova, tropicália), criando músicas de uma intimidade absoluta, mas livres na interpretação de cada um.
 Apesar das faixas não serem totalmente imediatas e por vezes demasiado prolongadas sem qualquer necessidade, Alex poderá ir gravar um longa duração muito mais profundo e macabro que "Campo" mas com a mesma ternura e doçura que me fazem escrever sobre "Campo" in the first place, estaremos muito atentos.

Ouve "Campo" de Alex Chinaskee aqui pá! 

Faixa da Semana

Panado começaram a ganhar visibilidade quando lançaram um EP em Setembro do ano passado intitulado "Épê", começaram a ganhar um pequeno culto de seguidores através das redes sociais e BandCamp onde lançaram esse trabalho. Em Dezembro Cláudio Fernandes (Pista) chamou a banda para irem gravar no seu estúdio no Barreiro e dai a boa-nova de uma re-gravação de "Épê" começou a saltar de boca para boca. Dessa parceria com esse mago do Pedalcore surge "D João", single já muito aguardado para essa re-edição desse extended play, de resto Panado vão tocar no Montijo ainda este mês e trazem Soldados (ou capitães)....

Ouçam D. João aqui

quarta-feira, 30 de março de 2016

Cheers Leaders gravam video para álbum de estreia "Wizard Spell"

Cheers Leaders no Bistroteca'15 no Montijo
Em Janeiro de 2016 editam "Wizard Spell", tal disco mereceu reconhecimento de várias publicações musicais e rotulou a banda como promessa do Hard Rock nacional, sendo recentemente vistos a tocar no Music Box em Lisboa.
 Agora lançam video para faixa "The Wizard Spell", podem encomendar o disco enviando um mail para heavy.drinkers.records@gmail.com.
 A redação MS manda grandes cumprimentos para todos os membros com muitas saudades desse concerto no Bistroteca do ano passado, esperemos que voltem o mais rápido possivel!
Vejam o link do video em baixo:

Visitem a página de facebook da banda: Cheers Leaders facebook page
Visitem a página de facebook da Heavy Drinkers Records: Heavy Drinkers Records

terça-feira, 29 de março de 2016

Glastonbury 2016 já tem anúncio oficial do cartaz

O cartaz do festival britânico de arte e música, Glastonbury 2016 foi finalmente anunciado e está repleto de nomes sonantes. Uma dos maiores atributos desse cartaz é sem dúvida a diversidade do cartaz, que vai desde a eletronica, ate ao psicadelico, pop, garage, punk, noise, rap trazendo nomes fulcrais da nossa cena independente.
 De 22 a 26 de Junho, nomes como Savages, Hinds, Band of Horses, Vince Staples, John Grant, Mac DeMarco, James Blake, Two Door Cinema Club, Kurt Vile ou M83.
 Entre os nomes mais sonantes do cartaz estão os britânicos Muse que são quase residentes no festival e uma das bandas britânicas mais respeitadas do século XXI ou os também britânicos homens do New Wave de anos 80 New Order num dos concertos mais comentados do festival. Entre outras lendas britânicas no cartaz está a sempre espantosa Pj Harvey que prepara o lançamento de um disco novo (5 anos após o seu último registo) e The Last Shadow Puppets, supergrupo formado por membros da banda da vanguarda indie britânica Artic Monkeys e Miles Kane.
 Quanto a lendas americanas, Cindy Lauper, diva da pop do século passado, Beck, um dos percussionistas do movimento lo-fi, de resto um dos mais importantes na moldagem do movimento indie desde 1994 (Mellow Gold) até aos tempos de hoje e os cruciais homens da vanguarda Lcd SoundSystem que estão a reunir-se de novo para uma tour e gravação de novo disco, primeiro em 7 anos, são só alguns dos nomes mais esperados do cartaz deste ano. Confiram o cartaz completo em baixo:


Visitem a página oficial do festival Glastonbury 2016 aqui

Kurt Vile sobe ao palco durante concerto de Purling Hiss para tocar uma cove de Spaceman 3

Durante um concerto de Purling Hiss na passada sexta-feira, o artista chama Kurt Vile ao palco que toca "Hey Man" dos Spaceman 3.

Veja o video em baixo:


segunda-feira, 28 de março de 2016

Álbum da semana: Yuck- Stranger Things

Sim os Yuck lançaram um disco novo! Tenho saudades de 2011 e de ouvir "Georgia" em loop quando os meus colegas nem sabiam o que era Shoegaze, ou quando os hipsters do Montijo nem sabiam quem eram os My Bloody Valentine enquanto tentava desesperadamente pregar a boa nova de Loveless ao meu amigo Pedro Maceira. A verdade é que este disco é bastante agridoce, não sei se odeio ou se amo odiar: não confio totalmente no Max Bloom a controlar uma banda de revivalistas, não sem pelo menos ter definido o som de Yuck após o primeiro disco, o que é quase impossivel com a saida de Blumberg. Mas a verdade é que mesmo sem soarem a essa versão muito boa dos Yuck, o grupo consegue trazer algumas faixas mais orelhudas, envoltas em letras muito honestas e de grande sensibilidade. Como "Stranger Things" ou "I'm Ok", essas músicas são autênticos hinos post-breackup, só cenas altamente identificáveis manos.
 Consistência neste disco é escassa confiem, mas continuam a ser os Yuck, provavelmente uma das últimas esperanças do Rock britânico.