Sim os Yuck lançaram um disco novo! Tenho saudades de 2011 e de ouvir "Georgia" em loop quando os meus colegas nem sabiam o que era Shoegaze, ou quando os hipsters do Montijo nem sabiam quem eram os My Bloody Valentine enquanto tentava desesperadamente pregar a boa nova de Loveless ao meu amigo Pedro Maceira. A verdade é que este disco é bastante agridoce, não sei se odeio ou se amo odiar: não confio totalmente no Max Bloom a controlar uma banda de revivalistas, não sem pelo menos ter definido o som de Yuck após o primeiro disco, o que é quase impossivel com a saida de Blumberg. Mas a verdade é que mesmo sem soarem a essa versão muito boa dos Yuck, o grupo consegue trazer algumas faixas mais orelhudas, envoltas em letras muito honestas e de grande sensibilidade. Como "Stranger Things" ou "I'm Ok", essas músicas são autênticos hinos post-breackup, só cenas altamente identificáveis manos.
Consistência neste disco é escassa confiem, mas continuam a ser os Yuck, provavelmente uma das últimas esperanças do Rock britânico.
segunda-feira, 28 de março de 2016
Luz Laranja liberta "Inverno", EP de estreia
"Inverno" é o EP de estreia e já está disponível para audição no Youtube, SoundCloud e BandCamp.
Ouçam "Inverno" no BandCamp Luz Laranja
Ou Via SoundCloud oficial Luz Laranja listen "Inverno" now
Ou por Youtube Luz Laranja
Visitem a página de Facebook Luz Laranja
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| Inverno |
Smashing Pumpkins toca com a formação original em Los Angeles, algo inédito desde 2000
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| À esq. Billy Corghan, no lado dir. James Iha, num concerto dos Smashing Pumpkins ontem em Los Angeles |
Há 13 anos que a banda não tocava ao vivo com a sua formação original, Jimmy Chamberlain também entrou em palco e tocou com eles canções desse álbum.
Kanye West liberta "Ultralight Prayer" como versão alternativa de "Ultralight Beam"
Kanye West partilhou na sua rede social preferida (Twitter) um link para soundcloud onde podem agora ouvir "Ultralight Prayer", uma versão alternativa da sua faixa inicial de "Life of Pablo", último disco do produtor slash rapper.
Ouçam "Ultralight Prayer" aqui
Ouçam "Ultralight Prayer" aqui
sábado, 26 de março de 2016
Alex Chinaskee lança EP "Campo" no Bandcamp pelo selo da French Sisters Experience
Depois de algumas demos lançadas em Dezembro do ano passado, incluindo o hino pró "torna-te vegetariano meu" Vegan Song, Alex Chinaskee (Miguel Gomes) solta no dia 15 de Março "Sonhos Loucos", primeiro single para este EP de estreia intitulado "Campo", EP de 5 faixas que abre com a vibrante capitão-looked-a-like "Já não vivo".
Alex Chinaskee apresentará estas faixas no dia 8 de Abril no Eka Palace com os Panado, que de resto também lançaram há uns dias (ultimo Domingo) o single "D. João", também sobre o selo French Sisters Experience.
Visitem o Facebook de Alex Chinaskee: Alex Chinaskee
Ouçam aqui o EP "Campo": Alex Chinaskee oficial bandcamp, listen to "Campo"
Visitem a página de facebook da French Sisters Experience Records
Alex Chinaskee apresentará estas faixas no dia 8 de Abril no Eka Palace com os Panado, que de resto também lançaram há uns dias (ultimo Domingo) o single "D. João", também sobre o selo French Sisters Experience.
Visitem o Facebook de Alex Chinaskee: Alex Chinaskee
Ouçam aqui o EP "Campo": Alex Chinaskee oficial bandcamp, listen to "Campo"
Visitem a página de facebook da French Sisters Experience Records
D.A.R.K, supergrupo que junta membros dos The Cranberries e The Smiths, lança o single de estreia
O projeto D.A.R.K. é uma aposta na música que parte de veteranos que tatuaram o indie rock britânico de formas particularmente distintas e que, no dia 23 deste mês, partilhou oficialmente o seu primeiro single, "Curvy", uma faixa dançável ancorada pela nostalgia do new-wave. De forma impulsiva, aparentemente, o baixista Andy Rourke (The Smiths) e a cantora Dolores O'Riordan (The Cranberries) aliaram-se ao produtor e compositor Olé Koretsky e formaram um trio, cujo álbum de estreia sairá dia 27 de Março através do selo da Cooking Vinyl.
O produtor Koretsky teve o seu primeiro encontro com Andy Rourke há cinco anos atrás, durante uma atuação em Washington. Com muitos sonhos na bagagem e uma amizade que evoluiu para a esfera profissional, criaram os Jetlag, um projeto ocasional e alternativo. Quando O'Riordan conheceu Rourke, estes partilharam demos e com a ajuda do DJ nova-iorquino Olé, nasceram os prematuros e talvez promissores D.A.R.K.
Ouve, em baixo, a primeira faixa resultante deste caricato trio:
O produtor Koretsky teve o seu primeiro encontro com Andy Rourke há cinco anos atrás, durante uma atuação em Washington. Com muitos sonhos na bagagem e uma amizade que evoluiu para a esfera profissional, criaram os Jetlag, um projeto ocasional e alternativo. Quando O'Riordan conheceu Rourke, estes partilharam demos e com a ajuda do DJ nova-iorquino Olé, nasceram os prematuros e talvez promissores D.A.R.K.
Ouve, em baixo, a primeira faixa resultante deste caricato trio:
quarta-feira, 23 de março de 2016
Crítica: Yuck- Stranger Things
Impossível não voltar aos livros da história indie (se é que existe sequer 1 livro) e não mencionar os Yuck como uma das mais bem sucedidas bandas revivalistas da nossa geração hipster. A sua brilhante hómonima estreia (2011) para além de conseguir recriar na perfeição essas influências do indie britânico de anos 80 (shoegaze) com a geração americana indie de 90's (Pavement, Dinossaur Jr.), conseguiu ganhar uma inteira nova legião de fãs repescados, adeptos do shoegaze feito outrora adaptado para os tempos de hoje, sendo uma das bandas responsáveis pelo movimento nu-gaze, que chegaria ao máximo pináculo em 2013 quando a sua banda mais icónica (e também pioneira do género) decide lançar um álbum 25 anos depois (My Bloody Valentine).
Passaram 5 anos, uma mudança brusca na formação da banda veio também a mudar radicalmente o som da mesma, Daniel Blumberg hoje é visto como um génio do indie de século XXI ao invés de ser visto como ex-frontman dos Yuck. Isto porque essa saida só veio a provar e elevar Daniel como um visionário da cena alt, homem de tal personalidade, essa insubstituível e quase essencial para dar a cara a um esforço tão arriscado como este de recriar shoegaze, tornando-o fresco e não abrasivo. Tal disco de estreia era repleto de músicas tão ecléticas e de tamanha brutalidade sonora, como o épico "Rubber", quase um hino ao nu-gaze, ou músicas de tamanha sensibilidade- encontra-arrogância-sensual mais tarde convertida para Dream Pop, do mais orelhudo e nostálgico possivel (Georgia). Isto tudo quando Daniel assumia as rédeas da banda. Em 2013 a banda anunciava estar a trabalhar num disco sem Daniel, e parece mesmo que "Glow & Behold" são melodias acabadas de Daniel que as empresta a Max Bloom para fazer as letras e as interpretar também, isto na tentativa do grupo continuar a construir um legado por detrás desse disco icónico de estreia.
Max Bloom, homem de influências muito diferentes daquelas que Daniel tinha, talvez até seja por isso que esses dois egos nunca funcionariam, tenta moldar o grupo à imagem de uma banda de indie rock extremamente previsivel e sem uma profundidade sonora, essa que fluia quase naturalmente. Glow & Behold parece algo inacabado, uma coletânea de demos até (perdoem a hipérbole), mas pelo menos lá encontravamos vestigios de uma banda que outrora se dedicou ao rejuvenescimento do shoegaze, encontramos pedais e tremolo pickings, um som muito abafado que não deixa os outros instumentos para além da guitarra respirarem (rebirth), e só por o grupo esforcar-se tanto para manter-se fiel as suas raizes há que respeitar esse trabalho.
"Stranger Things" é o terceiro LP original dos Yuck e 5 anos depois dessa brilhante estreia é impossivel ouvir Yuck e recuperar um "glimpse" que seja dessa sonoridade distinta e equiparável. Não estou propriamente a dizer que as músicas são más, estou só a dizer que uma banda sem identidade não se pode chamar de banda. Parece que querem instalar-se para sempre no circulo indie sem voltarem a inovar ou dar que falar, e a verdade é que nem conseguem ser melhores que os seus peers (Wavves, Cloud Nothings). "Stranger Things" é algo muito facilmente concebível, o ruido torna-se menos denso a cada faixa, que explora riffs fáceis de 2/3 acordes como em "Cannonball", mas aqui Yuck não se parece uma banda de punk tão pouco algo mais agressivo que isso, mas sim um grupo de indie rock estagnado na seu próprio som que não progride ou acrescenta algo de novo ao género e assim a banda parece perder totalmente a reputação que havia construido com mérito e é pena porque os Yuck poderiam com o tempo (e com mais dois ou três álbuns escritos por Daniel) tornar-se tão grande ou maior que os My Bloody Valentine, que só receberiam os seus devidos créditos muitos (muitos) anos depois dos seus álbuns históricos terem sido gravados, e com esses sonhos também perdem o seu som arranhado e "fuzzento" e que criava uma ilusão "de algo muito maior por fazer", caracteristicas essas que colocaram sequer a banda no radar. Cada música é um grito desesperado de "estamos a fazer o melhor que podemos", "Stranger Things" ou "Only Silence" são faixas muito boas, mas a verdade é que de disco para disco a banda perde cada vez mais credibilidade, e agora a pergunta: Por mais quanto tempo irá a banda viver desse disco clássico feito há 5 anos?
Passaram 5 anos, uma mudança brusca na formação da banda veio também a mudar radicalmente o som da mesma, Daniel Blumberg hoje é visto como um génio do indie de século XXI ao invés de ser visto como ex-frontman dos Yuck. Isto porque essa saida só veio a provar e elevar Daniel como um visionário da cena alt, homem de tal personalidade, essa insubstituível e quase essencial para dar a cara a um esforço tão arriscado como este de recriar shoegaze, tornando-o fresco e não abrasivo. Tal disco de estreia era repleto de músicas tão ecléticas e de tamanha brutalidade sonora, como o épico "Rubber", quase um hino ao nu-gaze, ou músicas de tamanha sensibilidade- encontra-arrogância-sensual mais tarde convertida para Dream Pop, do mais orelhudo e nostálgico possivel (Georgia). Isto tudo quando Daniel assumia as rédeas da banda. Em 2013 a banda anunciava estar a trabalhar num disco sem Daniel, e parece mesmo que "Glow & Behold" são melodias acabadas de Daniel que as empresta a Max Bloom para fazer as letras e as interpretar também, isto na tentativa do grupo continuar a construir um legado por detrás desse disco icónico de estreia.
Max Bloom, homem de influências muito diferentes daquelas que Daniel tinha, talvez até seja por isso que esses dois egos nunca funcionariam, tenta moldar o grupo à imagem de uma banda de indie rock extremamente previsivel e sem uma profundidade sonora, essa que fluia quase naturalmente. Glow & Behold parece algo inacabado, uma coletânea de demos até (perdoem a hipérbole), mas pelo menos lá encontravamos vestigios de uma banda que outrora se dedicou ao rejuvenescimento do shoegaze, encontramos pedais e tremolo pickings, um som muito abafado que não deixa os outros instumentos para além da guitarra respirarem (rebirth), e só por o grupo esforcar-se tanto para manter-se fiel as suas raizes há que respeitar esse trabalho.
"Stranger Things" é o terceiro LP original dos Yuck e 5 anos depois dessa brilhante estreia é impossivel ouvir Yuck e recuperar um "glimpse" que seja dessa sonoridade distinta e equiparável. Não estou propriamente a dizer que as músicas são más, estou só a dizer que uma banda sem identidade não se pode chamar de banda. Parece que querem instalar-se para sempre no circulo indie sem voltarem a inovar ou dar que falar, e a verdade é que nem conseguem ser melhores que os seus peers (Wavves, Cloud Nothings). "Stranger Things" é algo muito facilmente concebível, o ruido torna-se menos denso a cada faixa, que explora riffs fáceis de 2/3 acordes como em "Cannonball", mas aqui Yuck não se parece uma banda de punk tão pouco algo mais agressivo que isso, mas sim um grupo de indie rock estagnado na seu próprio som que não progride ou acrescenta algo de novo ao género e assim a banda parece perder totalmente a reputação que havia construido com mérito e é pena porque os Yuck poderiam com o tempo (e com mais dois ou três álbuns escritos por Daniel) tornar-se tão grande ou maior que os My Bloody Valentine, que só receberiam os seus devidos créditos muitos (muitos) anos depois dos seus álbuns históricos terem sido gravados, e com esses sonhos também perdem o seu som arranhado e "fuzzento" e que criava uma ilusão "de algo muito maior por fazer", caracteristicas essas que colocaram sequer a banda no radar. Cada música é um grito desesperado de "estamos a fazer o melhor que podemos", "Stranger Things" ou "Only Silence" são faixas muito boas, mas a verdade é que de disco para disco a banda perde cada vez mais credibilidade, e agora a pergunta: Por mais quanto tempo irá a banda viver desse disco clássico feito há 5 anos?
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