Depois de algumas demos lançadas em Dezembro do ano passado, incluindo o hino pró "torna-te vegetariano meu" Vegan Song, Alex Chinaskee (Miguel Gomes) solta no dia 15 de Março "Sonhos Loucos", primeiro single para este EP de estreia intitulado "Campo", EP de 5 faixas que abre com a vibrante capitão-looked-a-like "Já não vivo".
Alex Chinaskee apresentará estas faixas no dia 8 de Abril no Eka Palace com os Panado, que de resto também lançaram há uns dias (ultimo Domingo) o single "D. João", também sobre o selo French Sisters Experience.
Visitem o Facebook de Alex Chinaskee: Alex Chinaskee
Ouçam aqui o EP "Campo": Alex Chinaskee oficial bandcamp, listen to "Campo"
Visitem a página de facebook da French Sisters Experience Records
sábado, 26 de março de 2016
D.A.R.K, supergrupo que junta membros dos The Cranberries e The Smiths, lança o single de estreia
O projeto D.A.R.K. é uma aposta na música que parte de veteranos que tatuaram o indie rock britânico de formas particularmente distintas e que, no dia 23 deste mês, partilhou oficialmente o seu primeiro single, "Curvy", uma faixa dançável ancorada pela nostalgia do new-wave. De forma impulsiva, aparentemente, o baixista Andy Rourke (The Smiths) e a cantora Dolores O'Riordan (The Cranberries) aliaram-se ao produtor e compositor Olé Koretsky e formaram um trio, cujo álbum de estreia sairá dia 27 de Março através do selo da Cooking Vinyl.
O produtor Koretsky teve o seu primeiro encontro com Andy Rourke há cinco anos atrás, durante uma atuação em Washington. Com muitos sonhos na bagagem e uma amizade que evoluiu para a esfera profissional, criaram os Jetlag, um projeto ocasional e alternativo. Quando O'Riordan conheceu Rourke, estes partilharam demos e com a ajuda do DJ nova-iorquino Olé, nasceram os prematuros e talvez promissores D.A.R.K.
Ouve, em baixo, a primeira faixa resultante deste caricato trio:
O produtor Koretsky teve o seu primeiro encontro com Andy Rourke há cinco anos atrás, durante uma atuação em Washington. Com muitos sonhos na bagagem e uma amizade que evoluiu para a esfera profissional, criaram os Jetlag, um projeto ocasional e alternativo. Quando O'Riordan conheceu Rourke, estes partilharam demos e com a ajuda do DJ nova-iorquino Olé, nasceram os prematuros e talvez promissores D.A.R.K.
Ouve, em baixo, a primeira faixa resultante deste caricato trio:
quarta-feira, 23 de março de 2016
Crítica: Yuck- Stranger Things
Impossível não voltar aos livros da história indie (se é que existe sequer 1 livro) e não mencionar os Yuck como uma das mais bem sucedidas bandas revivalistas da nossa geração hipster. A sua brilhante hómonima estreia (2011) para além de conseguir recriar na perfeição essas influências do indie britânico de anos 80 (shoegaze) com a geração americana indie de 90's (Pavement, Dinossaur Jr.), conseguiu ganhar uma inteira nova legião de fãs repescados, adeptos do shoegaze feito outrora adaptado para os tempos de hoje, sendo uma das bandas responsáveis pelo movimento nu-gaze, que chegaria ao máximo pináculo em 2013 quando a sua banda mais icónica (e também pioneira do género) decide lançar um álbum 25 anos depois (My Bloody Valentine).
Passaram 5 anos, uma mudança brusca na formação da banda veio também a mudar radicalmente o som da mesma, Daniel Blumberg hoje é visto como um génio do indie de século XXI ao invés de ser visto como ex-frontman dos Yuck. Isto porque essa saida só veio a provar e elevar Daniel como um visionário da cena alt, homem de tal personalidade, essa insubstituível e quase essencial para dar a cara a um esforço tão arriscado como este de recriar shoegaze, tornando-o fresco e não abrasivo. Tal disco de estreia era repleto de músicas tão ecléticas e de tamanha brutalidade sonora, como o épico "Rubber", quase um hino ao nu-gaze, ou músicas de tamanha sensibilidade- encontra-arrogância-sensual mais tarde convertida para Dream Pop, do mais orelhudo e nostálgico possivel (Georgia). Isto tudo quando Daniel assumia as rédeas da banda. Em 2013 a banda anunciava estar a trabalhar num disco sem Daniel, e parece mesmo que "Glow & Behold" são melodias acabadas de Daniel que as empresta a Max Bloom para fazer as letras e as interpretar também, isto na tentativa do grupo continuar a construir um legado por detrás desse disco icónico de estreia.
Max Bloom, homem de influências muito diferentes daquelas que Daniel tinha, talvez até seja por isso que esses dois egos nunca funcionariam, tenta moldar o grupo à imagem de uma banda de indie rock extremamente previsivel e sem uma profundidade sonora, essa que fluia quase naturalmente. Glow & Behold parece algo inacabado, uma coletânea de demos até (perdoem a hipérbole), mas pelo menos lá encontravamos vestigios de uma banda que outrora se dedicou ao rejuvenescimento do shoegaze, encontramos pedais e tremolo pickings, um som muito abafado que não deixa os outros instumentos para além da guitarra respirarem (rebirth), e só por o grupo esforcar-se tanto para manter-se fiel as suas raizes há que respeitar esse trabalho.
"Stranger Things" é o terceiro LP original dos Yuck e 5 anos depois dessa brilhante estreia é impossivel ouvir Yuck e recuperar um "glimpse" que seja dessa sonoridade distinta e equiparável. Não estou propriamente a dizer que as músicas são más, estou só a dizer que uma banda sem identidade não se pode chamar de banda. Parece que querem instalar-se para sempre no circulo indie sem voltarem a inovar ou dar que falar, e a verdade é que nem conseguem ser melhores que os seus peers (Wavves, Cloud Nothings). "Stranger Things" é algo muito facilmente concebível, o ruido torna-se menos denso a cada faixa, que explora riffs fáceis de 2/3 acordes como em "Cannonball", mas aqui Yuck não se parece uma banda de punk tão pouco algo mais agressivo que isso, mas sim um grupo de indie rock estagnado na seu próprio som que não progride ou acrescenta algo de novo ao género e assim a banda parece perder totalmente a reputação que havia construido com mérito e é pena porque os Yuck poderiam com o tempo (e com mais dois ou três álbuns escritos por Daniel) tornar-se tão grande ou maior que os My Bloody Valentine, que só receberiam os seus devidos créditos muitos (muitos) anos depois dos seus álbuns históricos terem sido gravados, e com esses sonhos também perdem o seu som arranhado e "fuzzento" e que criava uma ilusão "de algo muito maior por fazer", caracteristicas essas que colocaram sequer a banda no radar. Cada música é um grito desesperado de "estamos a fazer o melhor que podemos", "Stranger Things" ou "Only Silence" são faixas muito boas, mas a verdade é que de disco para disco a banda perde cada vez mais credibilidade, e agora a pergunta: Por mais quanto tempo irá a banda viver desse disco clássico feito há 5 anos?
Passaram 5 anos, uma mudança brusca na formação da banda veio também a mudar radicalmente o som da mesma, Daniel Blumberg hoje é visto como um génio do indie de século XXI ao invés de ser visto como ex-frontman dos Yuck. Isto porque essa saida só veio a provar e elevar Daniel como um visionário da cena alt, homem de tal personalidade, essa insubstituível e quase essencial para dar a cara a um esforço tão arriscado como este de recriar shoegaze, tornando-o fresco e não abrasivo. Tal disco de estreia era repleto de músicas tão ecléticas e de tamanha brutalidade sonora, como o épico "Rubber", quase um hino ao nu-gaze, ou músicas de tamanha sensibilidade- encontra-arrogância-sensual mais tarde convertida para Dream Pop, do mais orelhudo e nostálgico possivel (Georgia). Isto tudo quando Daniel assumia as rédeas da banda. Em 2013 a banda anunciava estar a trabalhar num disco sem Daniel, e parece mesmo que "Glow & Behold" são melodias acabadas de Daniel que as empresta a Max Bloom para fazer as letras e as interpretar também, isto na tentativa do grupo continuar a construir um legado por detrás desse disco icónico de estreia.
Max Bloom, homem de influências muito diferentes daquelas que Daniel tinha, talvez até seja por isso que esses dois egos nunca funcionariam, tenta moldar o grupo à imagem de uma banda de indie rock extremamente previsivel e sem uma profundidade sonora, essa que fluia quase naturalmente. Glow & Behold parece algo inacabado, uma coletânea de demos até (perdoem a hipérbole), mas pelo menos lá encontravamos vestigios de uma banda que outrora se dedicou ao rejuvenescimento do shoegaze, encontramos pedais e tremolo pickings, um som muito abafado que não deixa os outros instumentos para além da guitarra respirarem (rebirth), e só por o grupo esforcar-se tanto para manter-se fiel as suas raizes há que respeitar esse trabalho.
"Stranger Things" é o terceiro LP original dos Yuck e 5 anos depois dessa brilhante estreia é impossivel ouvir Yuck e recuperar um "glimpse" que seja dessa sonoridade distinta e equiparável. Não estou propriamente a dizer que as músicas são más, estou só a dizer que uma banda sem identidade não se pode chamar de banda. Parece que querem instalar-se para sempre no circulo indie sem voltarem a inovar ou dar que falar, e a verdade é que nem conseguem ser melhores que os seus peers (Wavves, Cloud Nothings). "Stranger Things" é algo muito facilmente concebível, o ruido torna-se menos denso a cada faixa, que explora riffs fáceis de 2/3 acordes como em "Cannonball", mas aqui Yuck não se parece uma banda de punk tão pouco algo mais agressivo que isso, mas sim um grupo de indie rock estagnado na seu próprio som que não progride ou acrescenta algo de novo ao género e assim a banda parece perder totalmente a reputação que havia construido com mérito e é pena porque os Yuck poderiam com o tempo (e com mais dois ou três álbuns escritos por Daniel) tornar-se tão grande ou maior que os My Bloody Valentine, que só receberiam os seus devidos créditos muitos (muitos) anos depois dos seus álbuns históricos terem sido gravados, e com esses sonhos também perdem o seu som arranhado e "fuzzento" e que criava uma ilusão "de algo muito maior por fazer", caracteristicas essas que colocaram sequer a banda no radar. Cada música é um grito desesperado de "estamos a fazer o melhor que podemos", "Stranger Things" ou "Only Silence" são faixas muito boas, mas a verdade é que de disco para disco a banda perde cada vez mais credibilidade, e agora a pergunta: Por mais quanto tempo irá a banda viver desse disco clássico feito há 5 anos?
sexta-feira, 18 de março de 2016
Panado: Poderá "Épê" ser lançado já este Domingo?
Já tinhamos avançado que Cláudio Fernandes estava a gravar com Panado: "Estamos a fazer os possiveis e os possiveis, estamos a gravar como podemos mas está a soar bem" palavras do frontman dos Pista.
Álguem próximo da banda, havia escrito na rede social twitter no dia 17 de Marco perto das 2 da tarde: "PANADO VÃO LANÇAR O EP NO DOMINGO VIA BANDCAMP", sendo esse tweet posteriormente apagado pelo mesmo. Quando questionado sobre essa eventualidade do disco ser libertado domingo, a mesma pessoa disse que a banda tinha como ideia lancar o Ep no Domingo dia 20 de Março, mas alguns arranjos por fazer nas músicas poderia levar a banda a libertar o Ep ainda nessa semana, mas não no Domingo dia 20 como eles mesmo planeavam fazer. Cláudio Fernandes só admitiu que a versão masterizada do Ep já estava na mão da banda e que agora estava nas mãos deles decidir o lançamento do trabalho. Desta forma ficamos na expetativa acerca desse muito esperado lançamento remasterizado e re-gravado de "Épê", que havia sido originalmente disponibilizado na página de Bandcamp da banda em Setembro de 2015.
De resto a banda publicou na sua página de facebook algumas datas de concertos de apresentação do trabalho, sendo que os destaques de março são para o concerto no Tokyo Lisboa no dia 30 e no Ginjal Terrasse onde vão tocar 6 dias antes (24 de Março) com os Pista.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Janrik disponibiliza "Músicas para ouvir com fones" no Bandcamp
A um dia do aguardado concerto de apresentação de Janrik no EKA Palace, o artista disponibiliza "Músicas para ouvir com fones" na sua página de Bandcamp. Este é um conjunto de duas faixas: "10/02/16" e "23/02/16", que reflectem enormes mudanças naquilo que é o som de Janrik , o que dificulta a previsão daquilo que será a noite de amanhã e aumenta enormemente a expectativa!
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| Músicas para ouvir com fones de Janrik |
Escutando as faixas "com fones", ouvem-se drones que se intercalam aqui e ali, quer com sintetizadores, vozes ou sons captados do próprio ambiente físico, com a total abstinência de letras ou algo que se pareça. Abraça um estilo muito mais ambiente, despegado da guitarra acústica, dos ritmos e melodias de ode (embora se captem ritmos nas duas faixas e existam fios melódicos perceptíveis, principalmente no que toca à segunda música).
Ao fim ao cabo o que ouvimos é algo mais pensado e trabalhado, linhas que se sobrepõem, uma orquestra ambiente, se é que se pode chamar isso, evocando algo mais pacífico, mais espiritual, não tivesse João Henrique gravado as samples na Sé de Lisboa e Jardim do Lido. Ora, sendo Ode um break-up álbum, pode interpretar-se este trabalho como uma etapa calma e tranquila na vida do artista? Mais do que isso, será esta uma evolução permanente, ou meras experimentações de um jovem músico?
Bem, por enquanto nada mais vos podemos adiantar, mas podem sempre acompanhar Janrik no seu Bandcamp.
sábado, 12 de março de 2016
Myrkur + Deafheaven no RCA CLUB
A semana findou e sete dias passaram desde a epifania assombrosa e do áureo impacto que Myrkur e Deafheaven causaram dentro das paredes do bar de Alvalade. Relativamente aos Deafheaven, a banda principal do comemorativo evento do black metal vaporoso e devaneador, não era avistada em terras lusas desde o Amplifest 2013.
Myrkur, projeto novato de Amalie Brunn que acompanha os Deafheaven na digressão europeia, fez jus da pontualidade nórdica e deu início ao seu ritual às 21.30, como era previsto. A pequena (mas acolhedora) sala de espétaculos do RCA CLUB sustentou um público muito variado, porém maioritariamente composto por jovens adultos que tão bem conheciam o pratos que viriam a ser servidos. Na retaguarda, pudemos ver o pessoal da velha guarda, meramente curioso mas que não desdenhou do abano rítmico da cabeça durante ambas as atuações.
Em cerca de 40 minutos, com os Myrkur (que possuem apenas dois álbuns no cartório), fomos injetados com adrenalina do black metal atmosférico, acompanhado de influências célticas e de baladas melancólicas conduzidas pelo piano. Os arrepios cessavam no final de cada tema, que era acompanhado por ovações e silêncio que espelhava o espanto. Acompanhada de dois guitarristas tatuados e pintados de guerreiros, e de um baterista versátil ao empenho que cada composição exigia, Brunn apresentou-se como uma semideusa e fez magia com a sensualidade dos movimentos primitivos, causando um efeito teletransportador, que fez com que o público fosse parar às florestas Escandinavas. Foi impossível deixar de ficar indiferente à míuda pálida e loira, também modelo dinamarquesa, que apresentava os temas com uma vulnerabilidade contraditória à força da sua respectiva imponência. Terminada a atuação, com um tema melancólico ao piano... fez-se luz, num piscar de olhos em que a música teve sinal verde para curar feridas e elevar Egos a extensões heróicas.
Às 10h foi a vez dos senhores Deafheaven, que visualmente se apresentavam banalmente, exceptuando a estética visual gótica do vocalista George Clarke, que se movimentava como um maestro lunático e conduziu a multidão ao frenesim. A emoção gélida transmitida pelos Deafheaven originaria um senso comum, uma sensação de um regozijador flutuar que teimou em não desaparecer, até ao fim do concerto. A pureza do black metal atmosférico e o tempero do shoegaze é digna de arrancar o caldo lacrimal. Após a eufórica e pacífica viagem interna puxada pela carroça dos gritos animalescos de Clarke e presenciada (julgamos nós) por cada ser que testemunhou tamanho espetáculo intimista, foi alguma a multidão que após a final "Baby Blue" aproveitou a deixa para se posicionar nas primeiras filas, fruto da expectativa de um encore, desejo esse que passou por ser coberto pelo manto da desilusão. No dia seguinte foi a vez do Hard Club, na Invicta.
Confere, em baixo, um single de cada banda, sugerido pela equipa do site.
Deafheaven- "Baby Blue"
Myrkur- "Skøgen Skulle Dø"
quarta-feira, 2 de março de 2016
Nasce mais uma produtora/organizadora de eventos no Montijo
Não há dúvida que há um movimento musical alternativo a acontecer no Montijo. Há vontade de trazer bandas, organizar festas e concertos, divulgar e apoiar artistas, surgindo cada vez mais projetos que tomam conta disso mesmo e todos eles protagonizados por mão de obra jovem, com mentes jovens extremamente ambiciosas e ideias novas. Em Fevereiro vimos a Ampere tomar forma, que se diz ser uma organizadora de eventos e aluguer de material de som, luzes e booking de artistas com a missão de impedir festas e eventos com má qualidade de som. Depois surge a Volupe, que irá trazer ao Montijo "soluções para eventos" e traz ao Montijo já dia 12 deste mês Fuzz e Monkey Flag.
Nasce em Março de 2016 a Untutored Youth, que nos promete organizar festas em concertos no Montijo, trazendo os melhores artistas de todos os cantos do país e do mundo, embora sem descrições muito extensas numa primeira abordagem. Decerto que saberemos mais acerca da produtora em breve, com talvez datas de eventos e novidades para o público montijense!
Visitem a página de facebook de Untutored Youth aqui.
Vejam também o artigo do Montijo sound sobre a Volupe.
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