quinta-feira, 25 de junho de 2015

Entrevista exclusiva aos "Os Aleixos", organização Bistroteca '15

Os Aleixos
Dia 18 de Junho de 2015. Foi numa noite quente de Primavera-quase-Verão! Bom ambiente, excelente musica, bebidas fresca na mão. A entrevista era para acontecer as 22:00 em ponto, mas fruto de uma reunião antecipada entre o site e a organização só os consegui entrevistar a minutos da meia-noite, e se querem que seja sincero não fez diferença... A noite era uma criança, eu olhei para os olhos deles e vi mil e uma possibilidades numa noite. O tempo simplesmente não era problema, tudo devido a uma gestão organizada da mesma. Tudo isto a uma semana de tudo acontecer!
 Tudo o quê? Em Outubro durante o mês de "Halloween" o Bistrot renasceu das mãos de uma proprietária, Dora Aleixo. Com o tempo começou a formar-se um clima estudantil e jovem à volta do sitio e hoje o sitio é praticamente gerido por jovens estudantes! Até pode soar a brincadeira mas acho que a Sr. Dora não teria o sangue fresco para uma ideia tão bem concebida e algo complexa como o "Bistroteca".
 A ideia surgiu destes 9 jovens estudantes que já tinham o sonho de trazer algumas das suas bandas preferidas para virem tocar no Montijo, só não havia o sitio ou os fundos necessários para tal acontecer. Depois de algum trabalho e muito empenho estes jovens tornaram tudo possivel: As bandas vem tocar, num cartaz alternativo direcionado para faixas etárias inferiores, os concertos acontecem durante as festas do Montijo e o "Bistroteca" começa hoje!
Sem nomes identificados, sem anarquias e uma união invejável de grupo, arranjaram um tempo para falar com o MS mesmo ao pé do "Bistrot", numa conversa divertida, descomplicada e nada pretensiosa...


MS- Vocês aparentam ser uma autêntica familia... Vocês é que são os Aleixos? Expliquem-me isso...

Os Aleixos- (Eu sou o pai porque sou o mais velho!) Eu acho que no fundo somos uma organização de eventos.. Olha para estes oito rapazes... junta-lhes mais 7... Somos basicamente uns putos e gostamos de apanhar bebedeiras...

MS- Ou seja, os Aleixos são um estilo de vida...

Os Aleixos- Não temos obrigações é mais isso... Somos 15 pessoas que no fim são 1, todos com objetivos comuns, todos a remar para o mesmo barco!

MS- Olhem para o Bistrot à 4 meses atrás... Olhando para o Bistrot agora conseguem sentir aquela evolução no ar?

Os Aleixos- A malta andava muito dispersa no Montijo e o Bistot tornou-se numa espécie de ponto de encontro. Havia malta que ia para ali outros iam para acolá... Com o tempo essa malta começou a pasasr pelo Bistrot pelo menos uma vez por noite, só para beber algo ou onviver porque ouviram falar no espaço e no nome do espaço então bastantes pessoas começarama frequentar o espaço.

MS- Eu reparo em muitos estudantes de secundário ou faculdade, o Bistrot é uma espécie de College Spot?

Os Aleixos- Sim é verdade. È porque algo novo surgiu, e é isso que acontece quando algo novo surge, a curiosidade da malta desperta. E depois temos aqui um ponto de encontro porque temos amigos em comum, ou amigos de outros amigos que passam cá para ver esses amigo... (risos) E é assim.

MS- Como é que o Bistrot tornou-se tão conhecido entre os jovens estudantes? Houve uma divulgação estratégica ou...

OA- Não! Foi quase imediato e super orgânico! Foi amigos de amigos a virem.... Tipo, são poucas as pessoas que conhecem o bar como "Bistrot", mas sim como "Bar do Aleixo" (risos). No Halloween quando abrimos, mesmo sem divulgação ou página de Facebook atraimos mesmo muita gente e a coisa foi correndo assim.

MS- Porquê Bistrot?

OA- Já havia um grupo de bares antes do nosso com o mesmo nome, portanto quisemos seguir a tradição, o legado basicamente...

MS- Donde surgiu o "Bistroteca"? Onde é que foram buscar essa ideia?

OA- Estávamos um bocado à nora porque precisávamos de um nome de Twitter e depois chegou-nos o nome do nada e achamos Catchy e a cena colou.

MS- Como é que um grupo de estudantes arranja o tempo para uma organização destas?

OA- Há tempo livre (risos)... Mesmo com exames, como somos tantos conseguimos dividir bem o tempo entre nós para trabalhar neste projeto.


(da esq. para a dir.): Ana Wende, Tiago Sarcasmo
e João Portalegre, os Aleixos


MS- "Bistroteca" é mesmo um nome fantástico... Nunca pensaram patentear o nome? Não tem medo que algum Hipster vos roube o nome? (risos)

OA- (risos) Claro que não!! Há pouco encontrei uma cena na net com o mesmo nome por acaso (risos)... Mas sim patentear não é uma necessidade até porque isto é uma coisa pequena... Se isto tornar-se maior, até poderemos pensar em contemplar o nome, mas não sabemos...

MS- Desde quando é que já estão a planear o evento?

OA- 2, 3 meses... Já tinhamos o desejo de fazer algo deste género...Mesmo com aulas encontravamos espaços entre tardes livres e fins-de-semana para falar e planear isto tudo portanto a coisa resultava...

MS- Como é que foi feito o contacto inicial com as bandas?

OA- Muitas delas através do BandCamp, no Facebook... Amigos em comum, amigos-amigos (risos), amigosn que tocam...

MS- Tiveram algum tipo de apoio por parte da Câmera Municipal do Montijo?

OA- Mais ou menos... È assim, eles poderiam ter feito mais, secalhar também porque pedimos ajuda tarde ou também por falta de boa vontade, mas também não apresentamos certas coisas de forma viável assim por dizer, devido também à nossa falta de experiência e juventude, mas acabamos por apresentar um projeto sólido e coeso... A comissão das festas deu-nos algum dinheiro para as liçensas de som e esplanada. A comissão! A Câmera não.

Diogo Ramos, Duarte Albano e João Aleixo,
os Aleixos


MS- Lógico que os Cave Story são os nomes altos do cartaz... Já tinham ouvido algo deles antes da anscensão a sensações Indie portuguesas?

OA- Já tinhamos já conheciamos o Ricardo através de outras bandas, também já tinhamos estado com eles em Lisboa. Eles conhecem malta que nós conhecemos e a partir dai o contacto torna-se muito mais fácil. Por exemplo à um ano queriamos fazer um concerto com eles quando ainda ninguém sabia quem eles eram, portanto e para responder à pergunta, sim já tinhamos tido contacto com eles.

MS- O espaço para as bandas tocarem não é o mais alargado... Vai haver espaço suficiente para todas as bandas tocarem?

OA-  Epá... Suficiente mesmo (risos). Acho que a palavra é mesmo essa, vai ser suficiente.

MS- Lógico que o vosso cartaz é altamente alternativo e traz muitas bandas jovens... Era este o vosso objetivo, trazer bandas ao qual a vossa "clientela-alvo" se possa identificar ou a escolha das bandas já tinha sido previamente decidida? Tipo "São estas a bandas que queremos ou vamos lá ver quem quer tocar"?

OA- O objetivo era apoiar bandas pequenas, bandas que precisam de exposição. Muitas delas queriamos desde o inicio mas... Foi mais ver que podia, quem quem quer e quem nós queriamos. Isto torna-se assim numa plataforma de exposição.

MS- Esperavam logo na primeira edição Bistroteca ter nomes tão sonantes como Pista ou Surveillance?

OA- Não, mas conseguimos, e achámos também que era benéfico porque complementava o nosso cartaz.

MS- No futuro esperam trazer bandas internacionais ou é preciso sonhar de forma lúcida?

OA- Não sabemos. Gostávamos, mas nem vale a pena pensar nisso agora.

MS- Quantas pessoas esperam nesta primeira edição?

OA- Também não sabemos. Não vale a pena criar expetativas, seja o que Deus quiser.


MS- Estamos a falar das festas populares de S. Pedro, vai haver um mar de gente, acham que o vosso cartaz é suficiente para atrair gente do lado da ribeirinha para o lado da praça?

OA- Completamente! Mas nem é esse o objetivo, o objetivo é mesmo haver uma base sólida, um conjunto sólido de pessoas. Sabemos que já há malta em Lisboa que já está a combinar boleias para vir para cá. Também não te esqueças que ver uma banda de borla é atractivo, portanto o cartaz é de borla, só vai quem quer, venham pelo convívio e bebida (risos)!

MS- Espera-se muitos universitários cá durante os dias do evento... Houve uma divulgação exclusiva para universidades?

OA- Tivemos a ideia de fazer cartazes para certas demográficas mas secalhar por falta de trabalo ou tempo ou preguça decidimos fazer um cartaz coeso e simples.

MS- Como é que esperam receber as bandas?

OA- Vamos jantar com eles, beber com eles, ouvir umas músicas... Queriamos quebrar a barreira entre organização e bandas. Não queriamos só chegassem, tocassem e 'bazassem (risos). Somos todos apaixonados por música por isso isto vai ser fantástico!

Francisco Carvalho, João Pires e João Correia,
os Aleixos


MS- Acham iniciativas como o MontijoSound boas para promover a música no Montijo?

OA- Há poucas assim. Assim como nós tivemos o impulso de fazer o que estamos a fazer é a razão porque estão vocês aqui hoje, O que vos faz estar aqui e acho iso fantástico.

MS- Vai haver surpresas?

OA- Vai (risos) mas não vamos revelar nada...

MS- Em termos de bebidas, o quê que o Bistrot vai oferecer às centenas de pessoas que por aqui vão passar durante estes 6 dias de festa?

OA- O que oferece regularmente: tostas, bifanas, gomas, sopa... Vamos ter cenas vegetarianas. Vamos ter sidra à pressão, cerveja, shots... Apareçam, não vos deixamos mal.

MS- Quanto à intervenção policial...

OA- Vamos tentar meter ordem nos arruaceiros através da palavra, senão resultar podemos chamar a policia, esperemos que não (risos).

MS- Mandem cumprimentos para o MontijoSound.

OA- (muitos risos) Obrigado por tudo, continuem o vosso excelente trabalho e espero que possamos organizar o melhor evento possivel! Abraço grande.

Bistroteca começa hoje e o Montijo Sound vai estar em cima do acontecimento dia-após-dia!

Começa hoje e vai até ao próximo dia 30 de Junho, são as festas populares de S. Pedro, aqui no Montijo!
 Aqui vais encontrar Entrevistas, reportagens diárias de cada dia, reações, fotos, tudo postado diariamente para que entres no universo Bistroteca!

terça-feira, 16 de junho de 2015

Montijo Sound revela cartaz promocional Bistroteca






O MontijoSound anuncia o cartaz promocional Bistroteca 2015. Estarão disponiveis cópias brevemente e alguns destes panfletos serão postos nas ruas do Montijo.

Proeza têm já capa de mixtape a sair em breve

Foi via Facebook que David Salvador Aka Proeza anunciou a capa da sua mais recente mixtape "Quarto Escuro", mixtape que o MS terá o prazer de fazer a critica em breve.

Montijo Sound em modo Bistroteca!

Montijo Sound está em modo Bistroteca! De 25 de Junho a 30 de Junho em plenas festas populares de S. Pedro no Montijo, o Bistrot recebe uma avalanche de bandas Indie: Pista, Cave  Story, Milu, Leaf, Scrsm e muito mais...
 Como não podia deixar de ser o Montijo Sound vai estar em cima do acontecimento: Reportagens, dia-a-dia, noite após noite; Entrevistas às bandas que vão subir ao palco; As reações de quem teve a coragem de estar lá; Fotos e videos para quem não teve a coragem!
Não há desculpa para perderes esta febre de Bistroteca!

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Critica.

Artista: Pond Álbum: Man It Feels Like Space Again Gêneros: Rock Psicadelico/ Neo-Psicadelico                Indie Rock                Rock Experimental Lançamento: 11 de Fevereiro Editora: Modular









Excusado será dizer que neste momento, e para qualquer
 entendido na matéria, o melhor sitio do mundo para se fazer musica psicadélica é na Austrália. Talvez seja uma frase "poser", mas numa análise cuidada da frase, não há dito mais certo que este: para começar, temos uma editora já icônica que reúne um conjunto de bandas que vão mudar para sempre o psicadelismo in eletronics (Cut Copy); Depois uma banda com um vocalista com um talento raro para composição e com os vocais mais difíceis de encontrar que soam a Jonh Lennon no seu apogeu (Tame Impala [Kevin Parker]); E depois temos o quê? Uma banda de restos constantemente (re) utilizados pelos Impala... Isto parece uma descrição bastante maldosa e não totalmente precisa dos Pond, mas faz-me confusão ver uma banda com tanto talento e um vocalista com um carisma invulgar afogar-se num eterno rio de desleixo e composição descuidada e sem lá muito refine. Parece-me que nem eles se levam a sério...  Por onde começo... Primeiro, a escolha do nome para o álbum que torna-se bastante óbvia, previsível e porque não? Bastante "poser"! Depois, o facto de haver tanta ambição e tanta expectativa em torno do álbum, sobre para encontrarmos uma audição decrescente em nível, e que não tem substância... A consistência dos Impala... Nem há lugar para competição!   O mais triste é fazerem parte de uma editora tão icônica como a Modular People e em 3 ou 4 tentativas apresentarem apenas um álbum digno de clássico instantâneo (Beard, Wives, Denim), e  mesmo assim já lá vão uns anos...  "Elvis Flaming Star", dos poucos dignos registos, apresenta a fórmula: Um baixo impecável, uma composição curta-e-grossa, sintetizadores nostálgicos e um refrão altamente "catchy" e explosivo, cortesia do icônico-mas-não-mais-icônico-que-Parker Nick Albrook, só para caírem na armadilha de banda psicadelica clichê que faz uma música de 10 minutos com três fragmentos de músicas, que esfria e aborrece o álbum.  Os Pond vão ter que redefinir prioridades e objetivos. Os críticos são frios, o meu coração é de pedra e com azar, podem ser muito facilmente esquecidos e substituídos por... Pelos Temples por exemplo.  




Tracklist: (Azul, escolhas MS). 1.     "Waiting Around for Grace"         2.          "Elvis Flaming Star" 3.     "Holding Out for You"    4.     "Zond"        5.     "Heroic Shart"        6.     "Sitting up On a Crane"   7.     "Outside Is the Right Side"    8.     "Medicine Hat"    9.     "Man It Feels Like Space Again"          

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Montijo Sound a divulgar novos artistas do distrito

Blue G é frustrado, irritado com a sociedade consumista que observa com os seus dois olhos. Nada pode fazer a não ser escrever sobre isso, sempre de forma muito hostil e politicamente direcionada. A sua música pode não ser perfeita em termos de produção, no entanto, a sua composição é honesta, cheia de alma e na sua quase totalidade bastante verdadeira, tudo isso ouvido em "Emergência Portugal".