terça-feira, 16 de junho de 2015

Montijo Sound revela cartaz promocional Bistroteca






O MontijoSound anuncia o cartaz promocional Bistroteca 2015. Estarão disponiveis cópias brevemente e alguns destes panfletos serão postos nas ruas do Montijo.

Proeza têm já capa de mixtape a sair em breve

Foi via Facebook que David Salvador Aka Proeza anunciou a capa da sua mais recente mixtape "Quarto Escuro", mixtape que o MS terá o prazer de fazer a critica em breve.

Montijo Sound em modo Bistroteca!

Montijo Sound está em modo Bistroteca! De 25 de Junho a 30 de Junho em plenas festas populares de S. Pedro no Montijo, o Bistrot recebe uma avalanche de bandas Indie: Pista, Cave  Story, Milu, Leaf, Scrsm e muito mais...
 Como não podia deixar de ser o Montijo Sound vai estar em cima do acontecimento: Reportagens, dia-a-dia, noite após noite; Entrevistas às bandas que vão subir ao palco; As reações de quem teve a coragem de estar lá; Fotos e videos para quem não teve a coragem!
Não há desculpa para perderes esta febre de Bistroteca!

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Critica.

Artista: Pond Álbum: Man It Feels Like Space Again Gêneros: Rock Psicadelico/ Neo-Psicadelico                Indie Rock                Rock Experimental Lançamento: 11 de Fevereiro Editora: Modular









Excusado será dizer que neste momento, e para qualquer
 entendido na matéria, o melhor sitio do mundo para se fazer musica psicadélica é na Austrália. Talvez seja uma frase "poser", mas numa análise cuidada da frase, não há dito mais certo que este: para começar, temos uma editora já icônica que reúne um conjunto de bandas que vão mudar para sempre o psicadelismo in eletronics (Cut Copy); Depois uma banda com um vocalista com um talento raro para composição e com os vocais mais difíceis de encontrar que soam a Jonh Lennon no seu apogeu (Tame Impala [Kevin Parker]); E depois temos o quê? Uma banda de restos constantemente (re) utilizados pelos Impala... Isto parece uma descrição bastante maldosa e não totalmente precisa dos Pond, mas faz-me confusão ver uma banda com tanto talento e um vocalista com um carisma invulgar afogar-se num eterno rio de desleixo e composição descuidada e sem lá muito refine. Parece-me que nem eles se levam a sério...  Por onde começo... Primeiro, a escolha do nome para o álbum que torna-se bastante óbvia, previsível e porque não? Bastante "poser"! Depois, o facto de haver tanta ambição e tanta expectativa em torno do álbum, sobre para encontrarmos uma audição decrescente em nível, e que não tem substância... A consistência dos Impala... Nem há lugar para competição!   O mais triste é fazerem parte de uma editora tão icônica como a Modular People e em 3 ou 4 tentativas apresentarem apenas um álbum digno de clássico instantâneo (Beard, Wives, Denim), e  mesmo assim já lá vão uns anos...  "Elvis Flaming Star", dos poucos dignos registos, apresenta a fórmula: Um baixo impecável, uma composição curta-e-grossa, sintetizadores nostálgicos e um refrão altamente "catchy" e explosivo, cortesia do icônico-mas-não-mais-icônico-que-Parker Nick Albrook, só para caírem na armadilha de banda psicadelica clichê que faz uma música de 10 minutos com três fragmentos de músicas, que esfria e aborrece o álbum.  Os Pond vão ter que redefinir prioridades e objetivos. Os críticos são frios, o meu coração é de pedra e com azar, podem ser muito facilmente esquecidos e substituídos por... Pelos Temples por exemplo.  




Tracklist: (Azul, escolhas MS). 1.     "Waiting Around for Grace"         2.          "Elvis Flaming Star" 3.     "Holding Out for You"    4.     "Zond"        5.     "Heroic Shart"        6.     "Sitting up On a Crane"   7.     "Outside Is the Right Side"    8.     "Medicine Hat"    9.     "Man It Feels Like Space Again"          

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Montijo Sound a divulgar novos artistas do distrito

Blue G é frustrado, irritado com a sociedade consumista que observa com os seus dois olhos. Nada pode fazer a não ser escrever sobre isso, sempre de forma muito hostil e politicamente direcionada. A sua música pode não ser perfeita em termos de produção, no entanto, a sua composição é honesta, cheia de alma e na sua quase totalidade bastante verdadeira, tudo isso ouvido em "Emergência Portugal".

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

20 melhores álbuns do ano (Continuação).

Chegámos à reta final, a altura de todas as decisões! Qual vai ser o melhor álbum de 2014? Primeiro vamos começar de onde acabámos...

10º: Black Keys- Turn Blue
É de louvar a coragem que tiveram em sair da sua zona de conforto, para territórios hosteis e algo macabros.
 No entanto, e mesmo com essa brusca mudança sonora, no que toca a música eletrónica não é das melhores coisas que ouvimos este ano...

9º: Sensible Soccers- 8
Hipnótico. Nunca esperei ver uma banda portuguesa fazer psicadelismo tão "marado" como este. Os vocais intérditos são afogados por um mar de teclados e guitarras, fazendo deste álbum talvez o primeiro português com ideologias Dream Pop. No entanto, e como já se era de esperar de um álbum tão complexo como este, a audição é tudo menos fácil.

8º: FKA Twigs- LP1
Em LP1, Twigs liberta todas as suas ondas de sexualidade e sensualidade em temas Pop altamente intimistas, inventando sozinha a geração Nu-R&B. Este era um dos álbuns mais antecipados do ano, e como se não bastasse corresponder a essas expectativas, torna-se numa das estreias mais brilhantes de sempre.

7º: The War on Drugs- Lost In The Dream
Não me julguem por colocar este álbum nesta posição, mas, mesmo sendo quase perfeito, demora bastante tempo a que "a lenha faça fogo", e no meu caso, o fogo só começou a ateiar depois de uma 2º ou 3º audição, e isso para mim nunca é bom.

6º: Temples- Sun Structures
 Prova viva que no Século XXI o bom Pop Psicadélico não têm de vir inteiramente da Austrália, no entanto, os pontes fortes desta excelente estreia torna-os também nos mais fracos: O álbum esforça-se tanto para ser semelhante a um álbum psicadélico britânico de anos 60 que acabamos por não descobrir a verdadeira identidade da banda.

5º: Los Waves- This Is Los Waves So What
De longe para nós, o melhor álbum nacional do ano. So What é diverso sem nunca perder o seu rumo. As composições profundas e obscuras são perfeitas para quem gosta de desfragmentações complicadas. Os riffs solarentos fazem lembrar um psicadelismo tropical de anos 60. Os vocais entre melodias pop dão um toque descomplicado ao álbum. Deverá ser impossível para os Los Waves repetirem uma experiência tão boa quanto esta, tendo em conta o quanto este álbum foi aguardado, no entanto, se conseguirem essa proeza, um 5º lugar poderá já ser muito baixo...

4º: St. Vicent- St. Vicent
A imagem na capa diz tudo: St.Vicent sentada no trono, afirmando-se como uma diva imergente da música pop contemporânea, misturando Art Pop com Noise ou qualquer outro tipo de experimentação. As suas líricas sarcásticas e altamente superficiais tornam-na numas das compositoras mais faladas da cena Indie.

3º: Ty Segall- Manipulator
Com este álbum, Ty Segall deixa de ser uma promessa e torna-se numa lenda do Indie Pós-Moderno. Neste momento, não deverá haver artista mais hóstil com uma guitarra do que Segall, no entanto, não usa a distorção de forma desmedida, desgastando-a. Em vez disso, mistura ideias de composição Pop em sonoridades garageiras Punk, tornando o álbum absolutamente único.

2º: Metronomy- Love Letters
Não há melhores composições Pop que neste ábum. Os Metronomy conseguem obras-primas atrás de obras-primas graças ao poder de composição do grupo e mais: cada membro do grupo complementa-se de forma perfeita.

1º: Mac DeMarco- Salad Days
Não há palavras que descrevam este álbum. Eu às vezes pergunto-me como é que um hipster-amante-de-Rock-N-Roll-viciado-em-cigarros-Viceroy é capaz de no seu sotão ao qual ele chama Jizz Jazz studios escrever as músicas bonitas que alguma vez tive o prazer de ouvir.
 Com o tempo, Salad Days tornar-se-á num mito, tempo esse que fará Mac DeMarco uma das mentes mais brilhantes da música após Bob Dylan.

20 melhores álbuns do ano.

Chegamos ao final do ano, e como não podia deixar de ser, o MontijoSound escolhe os melhores álbuns do ano.
 Em destaque os Temples, Mac DeMarco ou Metronomy. A grande pergunta é quem fica em que lugar?  Quem sucede aos My Bloody Valentine e torna-se no melhor álbum de 2014 Pela MontijoSound?
 Apertem os cintos, a viagem por 2014 começa agora.

20°:  D'alva- Frescobol
Simplesmente demasiado para alguns...
 Mas a verdade é que um constante ataque a sintetizadores irados e vocais melódicos R&B confirmam os D'alva como os novos menininhos de ouro da música Pop portuguesa.
 Talvez com um grande segundo álbum, possam subir alguns lugares nesta lista. ..

19°: Foxygen- And Starpower
Pop suave e de descodificação fácil.  São estes os ingredientes que fazem deste um dos melhores álbuns do ano. Não sobe mais lugares porque para alguns, poderá ser simplesmente aborrecido.

18º: Perfume Genius- Too Bright   
Profundo e altamente espiritual. Em Too Bright ouvimos alguns dos temas mais intimistas do ano, para tornar Mike Hadreas num génio da nova era da música Pop espacial.

17º: Lykke Li- I Never Learn
Lykke Li traz-nos um Pop eletrónico frio, congelado, muito característico de bandas de países Nórdicos. Essa fórmula não cansa, e é de louvar o gigantesco esforço em inovar, seja em termos sonoros ou em termos de composição.

16º: Sharon Van Etten- We are There

Á simplesmente qualquer coisa de poético em Sharon Van Etten. Há uma grande áureola de dramatismo cinematográfico em torno da sua música. Essa deprimencia sonora só torna este albúm ainda mais belo. Ainda mais único.

15º: Interpol- El Pintor
Desde a sua estreia absoleta (Turn Of The Bright Lights 2002), já não viamos há bastante tempo os Interpol fazerem um esforço mínimo para recriarem esse som brilhante do Pós-Punk Revival de novo milénio. El Pintor é um passo para a frente, mas depois de tantos passos dados para trás, ainda não confiamos totalmente...

14º: Real Estate- Atlas
Meninos de ouro da música Indie Norte-Americana, são daquelas bandas que daqui a algumas dezenas de anos serão consideradas de culto, mas Atlas é muito parecido a tudo que já ouvimos deles.
 Deixam também "Primitive", um dos melhores temas do ano.

13º: Future Islands- Singles
Depois de constantes esforços eletrónicos, quase para-pista-de-dança-orientados, os Future Islands arriscam tudo que têm numa nova personalidade Pop muito influenciado pela New Wave e depositam todas as suas esperanças no icónico vocalista Samuel Herring, que aqui sobressaí como nunca. Arriscaram e adivinhem? Ganharam.

12º: Capitão Fausto- Pesar o Sol
O primeiro álbum já tinha sido bom (Gazela), mas é este que torna finalmente os Capitão Fausto imortais. Hinos Pop Psicadélicos em português hoje é raro encontrar, principalmente com a consistência destes.

11º: Tune-Yards- Nikki Nack
Eclético, divertido e altamente contagiante, é assim a viagem por este álbum, há medida que as Tune-Yards dão-nos a conhecer a sua visão distorcida de música Pop.

(Continua...)