quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Entrevista exclusiva aos 100 Crew, GED e Proeza: "As pessoas não conseguem ver um filme inteiro, se vivem numa curta-metragem".

 
GED (À esq). e Proeza (À dir.).

David Salvador encarna proeza, um rapaz-feito-homem que se expressa através de rimas complexas e bastante dificeis de descodificar a olho nú, sempre acompanhado de GED, o rapper produtor, espécie de mentor... Olhem para mim! Até já estou a rimar!
 Com um EP no bolso direito com selo Street Music Company, o céu deveria ser o limite, se não vivessem num país impiedoso com rappers, principalmente brancos...
 Procurámos no Montijo alguém com talento e autonomia suficiente para tentar destacar-se neste mundo cão que é o Rap Nacional. Essa procura levou-nos até ao Samouco, onde no seu estúdio de gravação, tivemos uma conversa bastante agradável com os 100 Crew, sempre na esperança de conseguir descodificar essa lírica tão complexa, e que aparentemente, aparenta ser uma tarefa impossível...

MontijoSound- Olá. Tarde de Sol em vésperas de Inverno...

Proeza- É verdade, até vou tirar o casaco...
GED- Era bom que o Sol ficasse mais um pouco...

MontijoSound- Acham que a estação de um ano contribuí para a vossa música?

GED- Minimamente...

MontijoSound- David (Proeza), já lá vão alguns anos em que eras um miúdo a estudar na Dom Pedro Varela (Risos). O quê que mudou desde esses humildes tempos?

Proeza- Epá... Sinceramente? Cresci, também esses tempos foram há 6 anos para ai... Mas sinceramente, acho que não mudou nada. É mesmo assim.

MontijoSound- Mas lógico que desde miúdo, foste sofrendo alterações físicas, psicológicas... Essa mudança, foi bem recebida pelos teus familiares?

Proeza- Foi mesmo. Muito bem recebido. Também não tenho muitos familiares...
GED- Eu acho que descobriu boas novas amizades... Tal como eu, entrou na vida laboral muito cedo, e foi obrigado a crescer antes do tempo... Mas mudou bastante!

MontijoSound- David, mais conhecido por proeza aqui nas bandas da Street Music Company.. Porquê Proeza? Porque não Prodígio ou outro clichê qualquer?

GED- Eu comecei a chamar-lhe filho próg e começou daí..
Proeza- ...Ya, comecei a mostrar os meus sons aos meus amigos e disseram que eu era uma proeza e o nome, simplesmente ficou...

MontijoSound- Sentes que o Montijo está pronto para a vossa música? Analisando a lírica no seu máximo expoente, não é propriamente para crianças...

Ged- Não está, por causa dos invejosos... Eu costumo dizer que não há ouvintes, só há rappers. Todos querem ser ouvidos no Rap e ninguém quer ser ouvido.. É triste, mas é a verdade. E Eu acho que há muita coisa nossa que merecia ser ouvido. As nossas letras são de livre interpretação, e cada um interpreta como quer. Essa também é a beleza da coisa.
Proeza- As pessoas não conseguem ver um filme, se vivem numa curta-metragem... As pessoas querem ver tudo resumido, e não querem sentir tudo que a música têm para oferecer...
GED- Imaginem que o NGA são pipocas da Lusomundo, e nós pipocas do Continente... Quem te garante, que as pipocas do Continente não são iguais ou melhores?

MS- E o mundo? Acham que estão prontos para conquistar o mundo?

Proeza- O mundo é forte... (Risos).
GED- O meu objectivo é ser o artista na margem sul que mais bate no norte...

"Imaginem que o NGA são pipocas de Lusomundo, e nós pipocas do Continente... Quem te garante que as pipocas do Continente não são iguais ou melhores"
MS- Vamos começar por falar de uma música que eu até gostei minimamente... O vosso processo de composição? É pausado e complexo ou rápido e imprevisível? Por exemplo, tu (proeza) sentas-te com o teu produtor e têm um "brainstorm" de ideias que depois encaixam na letra ou pegam numa caneta e escrevem a primeira coisa que vos subir à cabeça?

GED- Tudo depende do beat... Raramente faço um beat a pensar em mim. Penso sempre no Proeza... Usamos samples e o david entra muito bem no seu personagem. Os samples são sacados da Internet as a letra é nossa. Estou a aperfeiçoar a minha técnica de produção e "sacar" samples da net deixará de ser uma solução...

MS- Falando agora do single "Mata D'olhar... Para quem escreverem esta música? Quem era a rapariga? (Risos).

GED- Por acaso não escrevemos para ninguém. Veio-nos à cabeça. Como a música "Droga de Pilão"...

MS- ...Titulo no mínimo polémico. (Risos)

GED- ...Sim mas tal como nessa música, são letras que vêm à cabeça. O David decora muito bem essas letras e os "Flows" saem naturalmente  sem parecerem forçados...

MS- Para quem escrevem as vossas músicas?

Proeza- Para a nossa sociedade... Nós contamos com eles e eles contam connosco.
GED- Se o proeza estiver na mesa comigo e um grupo de amigos, e quando eu saio eles dizem que ele "rappa" melhor do que eu e quando eu volto e ele saí e dizem que eu "rappo" melhor do que ele... Ambos sabemos o que valemos. Essa fase para nós, francamente já passou...

GED (á esq. e Proeza (lado dir.),entrarem no estúdio Street Music, no Samouco.


MS- Pegando um bocado na pergunta anterior, a música do Proeza "Guerreira Mãe" é claramente um tributo à tua (Proeza) Mãe... Achas que ela têm sido fundamental no progredir da tua carreira? Recebes apoio suficiente dela?

Proeza- Sem dúvida! É o meu ídolo! Digo isto de boca cheia. Mesmo! Apoia-nos bastante, já mandou as nossas músicas para várias rádios... Está lá sempre!
 Quando ouviu a música, chorou...


MS- Na música "Critérios" com o GED... Achas que a música é direccionada à sociedade de hoje? Eu vejo fúria politica, quase religiosa na letra... Que mensagem queriam transmitir?

Proeza- A mensagem? É como o Tupac diz" Se existem pessoas a viver na rua, porque é que não vão viver para a igreja?
GED- Fazem montes de igrejas, que se calhar nem sempre são bem frequentadas... Sem dúvida que há uma fúria politica na letra. Religiosa também. Por exemplo: Se violares um "puto" o quê que te acontece? E se for um padre? Absorvam e reflictam...

MS- Onde é que foi gravado esse vídeo?

GED- Foi no palácio do Rio Frio, em Palmela. Gravámos numa casa abandonada na zona, e acho que escolhemos o sitio ideal para marcarmos o impacto que queríamos causar...
Proeza- DEvia haver gente a viver lá e em vez disso estamos lá nós a fazer música...

MS- Vocês vivem entre duas cidades: Montijo, que vos viu crescer como seres humanos e o Samouco que vos viu crescer como artistas... Qual destas têm sido mais receptivo em relação à vossa música?

Proeza- É o Montijo sem dúvida. E na Moita onde fiz muitas "connects" profissionais...
Ged- Eu costumo dizer que vio onde moro. (Risos).

MS- Quais são as vossas principais influências?

GED- Tupac, Onix. Também gosto muito de "Biggie" (Notorious B:I:G), mas prefiro Pac. Sou um homem da West Coast (Risos). Em termos nacionais, Royalistic, cresci a ouvir Mind da Gap...
Proeza- Eu não tenho influências. Tenho inspirações. Boss AC, Sam The Kid, são artistas que influenciam a minha maneira de escrever e de "Rappar".

MS- Já tocaste no KIntal, nas festas de São Pedro, no Montijo... Achas que foi o ponto alto da tua (Proeza) carreira ou queres mais? Isto não é nada?

Proeza- Isto não é nada! Eu quero mais! (risos).
GED- Isto para ele não é nada.
Proeza- È um grande orgulho, mas...
GED- Já tocámos em "Kintáis", já tocámos em escolas, mas queremos mais...

MS- Onde é que mais desejam divulgar a vossa música?

GED- Tchii... (Risos). O meu sonho era tocar em África...

MS- ...Talvez em Angola a Abrir para o NGA?

GED- Sem dúvida! O rap é de África, portanto seria top tocar para eles...

"O nosso objectivo é ser o grupo na margem Sul que mais bate no Norte." 

MS- Achas que mais que uma editora, a Street Music Company é uma família? Uma irmandade? Sentes-te bem a fazer música neste meio? Chamas a este estúdio de casa Proeza?

Proeza- É Tipo um confessionário. Eu digo coisas no microfone que não sou capaz e dizer na vida real. Mas lógico que o calor fraternal de familia está lá.

MS- Como é que surgiu a opurtonidade de virem para esta editora?

GED- Nós não viemos. Ela é que veio ter connosco. Fundámos a editora aqui no Samouco mas trouxemos "rappers" de Chelas e do Montijo. Eu trouxe o Proeza, pensava que ele ia evoluir fixe, e até agora está a responder muito bem a essa evolução.

MS- O "EP Pioneiro"... Sentem que é uma grande amostra do vosso talento ou conseguem fazer melhor?

GED- Não estamos no auge... Sem dúvida que conseguimos fazer melhor, ponto final. Se é para descermos, mais vale andarmos de Skate. (Risos).

MS- Os temas do EP... As canções são genuínas e do coração ou quiserem agradar ás massas? Quem quiseram agradar neste EP?

GED- Sem dúvida que fizemos este EP sem dúvida a querer agradar à cidade. Eu adoro trabalhar. Não gosto de estar parado. Estou neste momento na minha folga. Estou de directa. (Risos).

MS- Proeza, sentes-te dono da tua música? Sentes-te independente nesta editora? Sentes que tens controlo criativo sobre a tua música ou és pressionado pela editora a fazeres ou "música há maneira deles ou borda fora"?

Proeza- Aqui não há censuras. Ninguém prende ninguém...
GED- No fim de contas, cada um faz o que quer e o resto é produção. È o Pós-25 de Abril perfeito. Acho que esta é mesmo a definição perfeita da maneira como fazemos música.

MS- Esse mote têm corrido bem? (Risos).

Proeza- Eu acho que a audição do EP é a resposta perfeita ara essa pergunta... (Risos).

MS- A tua confiança e carisma nesta tua (Proeza) tenra idade... Não te achas muito novo para escreveres ou pensares o que escreves nas tuas letras?

Proeza- ...Acho que não. (Risos). Sempre "parei" com gente grande. Fui forçado a crescer cedo também... Não sei. Acho que as minhas letras são fruto da minha maturidade. A minha maturidade manda-me praguejar. (Risos).

MS- Onde é que se vêm daqui a 4 anos?

GED- Se me perguntassem há 4 anos... Na prisão. Não sei, a vida nestes últimos 4 anos têm me trazido coisas tão boas... Hoje trabalho, sou casado, faço aquilo que gosto... Aquilo que acontecer daqui a 4 anos é um mero bónus.
Proeza- Gostava de ter um vídeo com 1 milhão de visualizações... (Risos). Gostava de ser ouvido.

"O estúdio é uma espécie de confessionário. Eu digo coisas no microfone que não sou capaz de dizer a certas pessoas..."  
  MS- Qual é o objectivo desta "operação" toda? É ganhar dinheiro? É fazerem músicas para vocês e o vosso pequeno mundo ou é tornarem-se nuns vendidos? No Regula?...

Proeza- Não é de ser vendido. 1º queremos ser ouvidos. 2º... Ganhar dinheiro a ser ouvido. (Risos).

MS- O MontijoSound dá muito valor a artistas indie e lo-fi... Acham que ainda é possível fazer boa música a baixos orçamentos ou acham que eventualmente os custos de produção vão ter de se expandir de forma a sustentarem a vossa música?

Proeza- As pessoas se gostam da nossa música, eventualmente vão demonstrar apoio, e a coisa parte daí...
GED- Ás vezes nem têm de ser orçamental, mas sim sentimental...
Proeza- Sem dúvida...
GED- Se calhar preferimos receber um abraço ou alguém dizer que gostou do nosso som a dinheiro...

 "Se violasses um miudo? Eras preso. Se fosse um Padre a violar esse miudo? Absorvam."

sábado, 22 de novembro de 2014

"Frescobol" dos D'alva é a música da semana no MS.

Já lá vão os tempos dos "3 tempos" e quando ainda só era o Alex D'alva Teixeira, um negro culto e inteligente o suficiente para fazer música sozinho. Num espaço de três anos, tornou-se algo maior que isso e em 3 tempos, passou a ser Ben Monteiro e Alex, ou melhor, D'alva, que se tornam numa banda legítima, agora preocupados em fazer música despreocupada e ilegítima, livre de rótulos e alianças entre géneros.
 Depois de um EP bem sucedido, trazem agora "#batequebate", que traz á superfície um paraíso sintetizado, namorado de riffs de guitarra pesados a encher refrões leves e de fácil digestão auditiva.
 "Frescobol", é assim a música da semana, e acabou de inscrever o seu nome no top 50 das melhores músicas do ano MontijoSound.


Critica.

Artista: Los Waves
Álbum: This Is Los Waves So What?
Género: Indie Rock
             Indie Pop
             Rock Psiadélico
Lançamento: 17 de Setembro
Editora: Optimus Discos
Eu lembro-me de estar prestes a começar as aulas no ano passado quando os Los Waves, banda de dois wannabe Americans, José Tornada, o português e Jean River o londrino, lançam no Youtube "I Got a Feeling", e eu pensei: quem me dera que isto tivesse sido lançado no Verão! O que pensei quando ouvi isso? Um pop psicadélico solarento, constantemente violado por sintetizadores irados e riffs altamente barulhentos criando uma parede de inexistência barulhenta. Algo que os My Bloody Valentine fariam se estivessem sóbrios. O meu segundo pensamento? Onde é que está a porcaria do álbum??
 Passado um ano, e depois de um ano cheio de travessias, sendo, a mais memorável, o concerto em pleno autobus no Vodafone Mexefest 2013, e de uma mão cheia de singles, os hippies lançam "This Is Los Waves So What", uma colectânea de 11 canções memoráveis de Pop Psicadélico altamente viscoso e que se cola muito facilmente ao ouvido.
 Ao longo do álbum, sente-se um esforço contínuo para que todas as músicas sejam divertidas e facilmente captáveis na letra: Desde "Strange Kind of Love", a soar a Punk Sintetizado e com um refrão "Sticky", até "Darling", que segue o ritmo frenético, ele tão necessário ao longo do álbum, até ao "How do I Know", uma quase-balada que se inicia com um solo memorável de sintetizadores, até ao momento alto do álbum: "I Got a Feeling" leva-nos de volta á era Dream Pop/Shoegaze dos anos 90, mas sem nunca esquecer os ideais Indie da nova era moderna.
 "This Is Los Waves So What" é a estreia que qualquer banda sonharia ter, e mais: Os Tame Impala deveriam ouvir isto para ganharem inspiração para o novo álbum e mais, se esses da Austrália são os Reis do trono psicadélico, então deveriam sentir-se ameaçados, porque do outro lado do globo, nasceram os novos príncipes do género. Esta estreia apesar de quase-perfeita, só me vai fazer voltar a dormir com um eventual segundo longa duração.

Faixas: (As faixas marcadas a azul são as escolhas do MontijoSound)
            (A faixa marcada a vermelho é das melhores do ano)
            (A faixa marcada a verde é a actual faixa do ano 2013)

  1. Hyperflowers
  2. Modern Velvet
  3. Strange Kind of Love
  4. Golden Maps
  5. Darling
  6. Your World
  7. How do I Know
  8. Got a Feeling
  9. Jupiter Blues
  10. Still Kind of Strange How Days Won't Go By
  11. Belong (Sister)    

sábado, 8 de novembro de 2014

Contagem decescente para o Vodafone Mexefest!

É verdade! O melhor da nova música vai voltar à Avenida da Liberdade, num dos festivais mais urbanos da Europa, o Vodafone Mexefest.
 O ano passado foi uma edição fantástica com nomes como SILVA, D'alva, Waves, Los Waves, Tape Junk.
 Este ano o elenco é de luxo, a diversidade (como sempre) é garantida e o Montijo Sound vai voltar a fazer das suas...
 Nomes como:

St Vicent


Cloud Nothings


Palma Violets



Tuneyards
E muitos outros... Brevemente, o Montijosound fará um "zoom" em todos os confirmados para o Vodafone Mexefest deste ano.

1° Aniversário Montijo Sound.

Dia 30 de Novembro o Montijo Sound faz o primeiro aniversário, e lógico que vamos festejar o primeiro aninho, não só no Montijo, mas em todo o mundo. Vai ser um aniversário cheio de surpresas, onde vocês também vão ser desafiados a fazer parte deste projeto:

Que engracado. Mais uma edição do Mexefest, e este ano vão ser três dia de festa! Sim porque depois dos dias 28 e 29 de Novembro, dia 30 é oMontijo Sound que faz anos.
 Escusado será dizer que vamos cobrir o festival ao longo dos dois dias. Fotos, Videos, Reportagens... Vai ser como se estivessem em Lisboa...

Vamos também celebrar o nosso primeiro aniversário com um passatempo onde vamos desafiar todos os nossos leitores a criar um novo logótipo par o site. No dia 30, anunciaremos os 3 primeiros lugares e o vencedor vai ver o seu logótipo como a nova cara do site. Participem!

"All The Rage Back Home" dos Interpol é a música da semana no MS.

Tornaram-se conhecidos com o álbum de estreia "Turn On The Bright Lights" considerado pela imprensa um dos álbuns mais importantes do milénio. Quem ouviu esse álbum viu o som dos Joy Division herdado, vendo criada uma nova era pós-punk revival.
 Mas nos últimos anos os Interpol viram a sua sonoridade "empurrada" para agradar massas, e a critica quase arruinou a banda depois de "Our love to admire", um bom depois depois do também incrível "Antics", que vêm trazer á superfície "Evil", também aclamado pela crítica. Mas se bom para os Interpol é medíocre e se nunca iriam fazer um álbum como "Turn on the Bright lights", então o quarteto de Nova Iorque agora preocupa-se em fazer música para quem a quer ouvir e volta às boas exibições com "El Pintor", que faz a banda voltar a 2002 em termos sonoros mas também traz de volta um som jovial e distorcivo que os pôs no radar.
 É desse mesmo álbum que extraímos "All the rage back home", que é a música da semana e garantiu o seu lugar no top 50 MontijoSound.

domingo, 26 de outubro de 2014

Los Waves lancam novo álbum e "Strange kind of love" é a música da semana.

Depois de "Got a feeling" e "Two wild hearts" a imprensa especializada já suplicava por um longa duração de estreia. Os Los Waves não desiludiram e no passado dia 20 de Outobro lancaram "This is Los Waves So What", álbum de estreia que vê recompensado todo o esforço e trabalho ao longo de dois anos. No ano passado deram o concerto mais original do Vodafone Mexefest, num autocarro à frente de 50 pessoas (alternadas). Hoje, deveriam estar em tour pela Europa a tocar para Arenas.
 "Strange kind of love" é a música da semana e com certeza não faltará na segunda edição das 50 melhores do ano pela Montijo Sound.