sábado, 8 de novembro de 2014

"All The Rage Back Home" dos Interpol é a música da semana no MS.

Tornaram-se conhecidos com o álbum de estreia "Turn On The Bright Lights" considerado pela imprensa um dos álbuns mais importantes do milénio. Quem ouviu esse álbum viu o som dos Joy Division herdado, vendo criada uma nova era pós-punk revival.
 Mas nos últimos anos os Interpol viram a sua sonoridade "empurrada" para agradar massas, e a critica quase arruinou a banda depois de "Our love to admire", um bom depois depois do também incrível "Antics", que vêm trazer á superfície "Evil", também aclamado pela crítica. Mas se bom para os Interpol é medíocre e se nunca iriam fazer um álbum como "Turn on the Bright lights", então o quarteto de Nova Iorque agora preocupa-se em fazer música para quem a quer ouvir e volta às boas exibições com "El Pintor", que faz a banda voltar a 2002 em termos sonoros mas também traz de volta um som jovial e distorcivo que os pôs no radar.
 É desse mesmo álbum que extraímos "All the rage back home", que é a música da semana e garantiu o seu lugar no top 50 MontijoSound.

domingo, 26 de outubro de 2014

Los Waves lancam novo álbum e "Strange kind of love" é a música da semana.

Depois de "Got a feeling" e "Two wild hearts" a imprensa especializada já suplicava por um longa duração de estreia. Os Los Waves não desiludiram e no passado dia 20 de Outobro lancaram "This is Los Waves So What", álbum de estreia que vê recompensado todo o esforço e trabalho ao longo de dois anos. No ano passado deram o concerto mais original do Vodafone Mexefest, num autocarro à frente de 50 pessoas (alternadas). Hoje, deveriam estar em tour pela Europa a tocar para Arenas.
 "Strange kind of love" é a música da semana e com certeza não faltará na segunda edição das 50 melhores do ano pela Montijo Sound.

A Blitz celebra 30 anos de existência.

No próximo dia 4 de Novembro, a Blitz, principal revista especializada de música em Portugal, vai festejar 30 anos de existência no Cinema de São Jorge em Lisboa, no âmbito da programação do Misty Fest. A Blitz vai tomar de assalto o Cinema de São Jorge na Avenida da Liberdade numa celebração da música portuguesa e das várias gerações da nossa musica nacional. Os lendários Sétima Legião, João Caetano ou os icónicos Capitão Fausto são alguns dos nomes já confirmados para uma noite que vai ser recheada de surpresas, dentro e fora do palco. O MS dá os parabéns à publicação que inspirou este site e outras milhares de publicações. Que venham mais 30 anos!

Muda Connosco.

Aconteceu. Chega de premonições, previsões... Chega. Nós atrevemo-nos a mudar. Muda connosco. Atenção, mudámks mas há coisas que nunca vão mudar. As entrevistas vão continuar a acontecer. As análises aos melhores álbuns Indie da atualidade vão continuar a estar aqui. As noticias mais frescas do mundo da música vão continuar aqui. Aqui. O Montijo está em constante mudança e nós vamos mudar com ele. E com ele, vamos mudar o mundo. Quem está connosco? Se estás connosco, muda também.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Critica: "Salad Days"- Mac De Marco

Artista: Mac De Marco
Álbum: Salad Days
Género: Indie Rock
              Cantor/Compositor
              Slacker Rock
              Dream Pop
              Lo-Fi
              Rock Picadélico
Lançamento: 1 de abril
Editora: Captured Tracks
 
"Salad Days" em retrospectiva parece ser só mais um álbum de um canta-autor-compositor que expressa os seus sentimentos e aventuras de quando era um rapazinho no campo, sempre com vocais etéreos, num ambiente extremamente intimista e altamente relaxante, nostálgico ele também ao longo de todo o álbum. Esperem, é exatamente isso. Com apenas 23 anos, Mac De Marco grava o seu segundo longa duração, que soa quase como uma injeção de Baroque Pop-meets-Slacker Rock-meets-Lo-fi-Repeat.
 O álbum consegue ser extraordinariamente consistente, oferecendo baladas muito auto-conscientes e brutalmente honestas a nível lírico, desde "Brother"até ao single principal "Passing Out Pieces", uma rajada de vento trazendo de volta os Beattles  em fase "Sgt. Peppers".
 Em "Salad Days", De Marco altera um pouco a estética da sua notória sonoridade, para  experimentar timbres mais psicadélicos  do que em "2", o que torna o álbum  abrasivo, mas ele também  muito mais emocionante  e intimita.
 "Salad Days"  e mais um album de corpo e alma de Mac De Marco, que parece assumir o papel de Beck desta geração, e este álbum é de uma importância enorme, agora ela desconhecida...
 
Faixas: (As Faixas marcadas a azul são as escolhas do MontijoSound)
Novo: (A Faixa marcada a vermelho é da melhores faixas do ano.

  1. "Salad Days"
  2. "Blue Boy"
  3. "Brother"
  4. "Let Her Go"
  5. "Goodbye Weekend"
  6. "Let My Baby Stay"
  7. "Passing Out Pieces"
  8. "Treat Her Better"
  9. "Chamber of Reflection"
  10. "Go Easy"
  11. "Jonny's Odyssey"
 
             

Crítica- "Supermodel"- Foster The People.

Artista_ Foster The People
Álbum: Supermodel
Género:Indie Rock
             Indie Pop
             Rock Neo-Psicádelico
Lançamento: 24 de Março de 2014
Editora: Columbia Records
Lógico que depois do êxito global "Pumped up kicks", Mark Foster e companhia iriam tentar repetir a fórmula conseguida nesse single neste "Supermodel", segundo álbúm desta força vinda de Los Angeles. Mas claro que tentar repetir essa fórmula viria com alguns custos...
 Neste, a banda não tenta implementar o som de "Torches" (2011), mas sim alterá-lo sem mudar de forma radical a estética e mesmo a identidade  da banda. Neste vemos  uma maturidade lírica, essa mais refletiva e que fala de temas importantes tais como a maneira como as pessoas negam e ás vezes julgam a cultura pop, entre outros assuntos de importância idêntica.
 Mas é precisamente ai que está o problema. ninguém pediu à banda que amadurecesse. Talvez os Foster the people tenham uma importância muito mais reduzida que essa. Talvez os Foster the People apenas sirvam para nos dar Pop pegajoso e dancável, e aqui a banda esforcasse tanto para fazer precisamente o contrário: Pop ele demasiado pensado e feito para um público muito menos acessível.
 È verdade que "Are You Want You Want To Be", promete uma hora de Pop ecléico, e altamente divertido, mas a verdade é que depois disso o álbum "adormece" num "buraco negro", ao qual só depois acorda em "Best Friend", mas ai já se torna tarde de mais.
 Mesmo sem sendo perfeito, "Torches" acaba por ser mil vezes melhor que este aborrecido "Supermodel", mesmo que aqui encontremos um som muito mais direto e muito menos sintetizado que na estreia, mas quando um álbum de estreia é melhor que a sequela, é porque algo não bate bem, e isso sim é o mais triste nisto tudo.
 Mas apesar de tudo, que fique aqui uma coisa bem ciente: apesar de existerem poucos, os momentos memoráveis do álbum roçam a perfeição sonora...

Faixas: (as faixas marcadas a azul são as escolhas do MontijoSound).
Novo: (A Faixa marcada a vermelho é das melhores faixas do ano)
 
  1. "Are You Want You Want To Be"
  2. "Ask Yourself"
  3. "Coming of Age"
  4. "Nevermind"
  5. "Peudologia Fantastica"
  6. "The angelic Welcome of Mr. Jones"
  7. "Best Friend"
  8. "A Beguinner's Guide To Destroying The Moon"
  9. "Goats in Trees"
  10. "The Truth"
  11. "Fire Escape"

segunda-feira, 24 de março de 2014

MontijoSound apresenta: Primavera Sound 2014, as escolhas da redação.

É verdade, de 5 a 7 de Junho, o Porto vai voltar a encher para o maior festival de musica Indie do mundo, e com o relógio a contar cada vez mais rápido, lógico que o MontijoSound tinha de estar em cima do acontecimento, e aqui vamos revelar-vos quem e que vale a pena descobrir.
 Sim, este ano o festival está rodeado de lendas como os Pixies, Neutral Milk Hotel, Slowdive, Loop, Television, mas promessas da música são criadas todos os dias, e este ano, o cartaz conta com alguns dos nomes mais promissores da música, portanto venham daí, porque o primavera Optimus Sound 2014 é na MontijoSound!

Follakzoid- "II" (2013)
 Directamente de Santiago, Chile, Follakzoid parece ser uma das melhores importações do continente sul-americano, sendo que "II", álbum de estreia, assume-se como uma viagem psicadelico/progressiva sem fim, sobre vocais inebriantes quase sufocantes, sendo dos álbuns mais falados da imprensa especializada.

!!! (chk chk chk) "Thriller" (2013)
Agora que os Lcd Soundsystem estão fora do mapa, os !!! {chk chk chk} emergem com a seu Punk electrónico ecléctico e cativante, trazendo de volta "Louden up now" (2004), clássico de esquerda que abre alas para a musica electrónica Indie do novo milénio, sem esquecer o novo "Thriller" (2013), álbum que irão apresentar durante todo este ano antes de se preocuparem em voltar aos discos.

Hebronix "Unreal" (2013)
Criado pelo líder destemido dos Yuck, Daniel Bloomberg inventa Hebronix, re-expressando o seu amor por distorção, mas criando música mais intimista e ela também mais sentimental e complexas, sons esses que ele explora, afastando-se totalmente do círculo girado à volta dos Yuck, para se assumir como um génio inquieto do Indie. Obrigatório.

Kendrick Lamar "Good Kid, Mad City" (2012)
Ele diz ser um bom rapaz, mas o seu "Good kid, Mad city" vem a expor uma hostilidade lírica, em forma de historia contada por Kendrick de forma honesta e emocional, cativante ou até pode ser visto por alguns como banal. Mas ele não deixa ninguém indiferente, e sendo também visto com Drake e Eminem, Kendrick assume o estatuto de promessa do rap, mas é talvez o nome mais desajustado do cartaz deste ano, o que ainda dá mais curiosidade em ir vê-lo.

Jagwar Ma "Howlin" (2013)
Depois do seu clássico instantâneo "Lonerism", os Tame Impala fizeram uma pausa nos discos para ir para a estrada... Grande erro, porque estes meninos da "grande cidade la de baixo", trazem "Howlin", que parece querer destronar os mesmos Tame Impala. "Howlin" sabe a Manchester em finais de anos 80, e trazendo-nos uma estreia altamente espiritual e electrizante ao mesmo tempo, "Howlin" e dos melhores do ano, o que os torna obrigatórios a ver em qualquer festival do mundo.


Dee Dee apresenta-se em grande forma com as Dum Dum Girls, trazendo um som Pop Glam neste novo "Too True", muito diferente do garageiro "I Will Be" (2010), que parece ser o melhor disco destas raparigas, que com um som muito característico e ruidoso, mas emocional e honesto conseguem o seu lugar ao sol no circuito Indie, e as suas actuações barulhentas nunca passam despercebidas...