domingo, 26 de outubro de 2014

A Blitz celebra 30 anos de existência.

No próximo dia 4 de Novembro, a Blitz, principal revista especializada de música em Portugal, vai festejar 30 anos de existência no Cinema de São Jorge em Lisboa, no âmbito da programação do Misty Fest. A Blitz vai tomar de assalto o Cinema de São Jorge na Avenida da Liberdade numa celebração da música portuguesa e das várias gerações da nossa musica nacional. Os lendários Sétima Legião, João Caetano ou os icónicos Capitão Fausto são alguns dos nomes já confirmados para uma noite que vai ser recheada de surpresas, dentro e fora do palco. O MS dá os parabéns à publicação que inspirou este site e outras milhares de publicações. Que venham mais 30 anos!

Muda Connosco.

Aconteceu. Chega de premonições, previsões... Chega. Nós atrevemo-nos a mudar. Muda connosco. Atenção, mudámks mas há coisas que nunca vão mudar. As entrevistas vão continuar a acontecer. As análises aos melhores álbuns Indie da atualidade vão continuar a estar aqui. As noticias mais frescas do mundo da música vão continuar aqui. Aqui. O Montijo está em constante mudança e nós vamos mudar com ele. E com ele, vamos mudar o mundo. Quem está connosco? Se estás connosco, muda também.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Critica: "Salad Days"- Mac De Marco

Artista: Mac De Marco
Álbum: Salad Days
Género: Indie Rock
              Cantor/Compositor
              Slacker Rock
              Dream Pop
              Lo-Fi
              Rock Picadélico
Lançamento: 1 de abril
Editora: Captured Tracks
 
"Salad Days" em retrospectiva parece ser só mais um álbum de um canta-autor-compositor que expressa os seus sentimentos e aventuras de quando era um rapazinho no campo, sempre com vocais etéreos, num ambiente extremamente intimista e altamente relaxante, nostálgico ele também ao longo de todo o álbum. Esperem, é exatamente isso. Com apenas 23 anos, Mac De Marco grava o seu segundo longa duração, que soa quase como uma injeção de Baroque Pop-meets-Slacker Rock-meets-Lo-fi-Repeat.
 O álbum consegue ser extraordinariamente consistente, oferecendo baladas muito auto-conscientes e brutalmente honestas a nível lírico, desde "Brother"até ao single principal "Passing Out Pieces", uma rajada de vento trazendo de volta os Beattles  em fase "Sgt. Peppers".
 Em "Salad Days", De Marco altera um pouco a estética da sua notória sonoridade, para  experimentar timbres mais psicadélicos  do que em "2", o que torna o álbum  abrasivo, mas ele também  muito mais emocionante  e intimita.
 "Salad Days"  e mais um album de corpo e alma de Mac De Marco, que parece assumir o papel de Beck desta geração, e este álbum é de uma importância enorme, agora ela desconhecida...
 
Faixas: (As Faixas marcadas a azul são as escolhas do MontijoSound)
Novo: (A Faixa marcada a vermelho é da melhores faixas do ano.

  1. "Salad Days"
  2. "Blue Boy"
  3. "Brother"
  4. "Let Her Go"
  5. "Goodbye Weekend"
  6. "Let My Baby Stay"
  7. "Passing Out Pieces"
  8. "Treat Her Better"
  9. "Chamber of Reflection"
  10. "Go Easy"
  11. "Jonny's Odyssey"
 
             

Crítica- "Supermodel"- Foster The People.

Artista_ Foster The People
Álbum: Supermodel
Género:Indie Rock
             Indie Pop
             Rock Neo-Psicádelico
Lançamento: 24 de Março de 2014
Editora: Columbia Records
Lógico que depois do êxito global "Pumped up kicks", Mark Foster e companhia iriam tentar repetir a fórmula conseguida nesse single neste "Supermodel", segundo álbúm desta força vinda de Los Angeles. Mas claro que tentar repetir essa fórmula viria com alguns custos...
 Neste, a banda não tenta implementar o som de "Torches" (2011), mas sim alterá-lo sem mudar de forma radical a estética e mesmo a identidade  da banda. Neste vemos  uma maturidade lírica, essa mais refletiva e que fala de temas importantes tais como a maneira como as pessoas negam e ás vezes julgam a cultura pop, entre outros assuntos de importância idêntica.
 Mas é precisamente ai que está o problema. ninguém pediu à banda que amadurecesse. Talvez os Foster the people tenham uma importância muito mais reduzida que essa. Talvez os Foster the People apenas sirvam para nos dar Pop pegajoso e dancável, e aqui a banda esforcasse tanto para fazer precisamente o contrário: Pop ele demasiado pensado e feito para um público muito menos acessível.
 È verdade que "Are You Want You Want To Be", promete uma hora de Pop ecléico, e altamente divertido, mas a verdade é que depois disso o álbum "adormece" num "buraco negro", ao qual só depois acorda em "Best Friend", mas ai já se torna tarde de mais.
 Mesmo sem sendo perfeito, "Torches" acaba por ser mil vezes melhor que este aborrecido "Supermodel", mesmo que aqui encontremos um som muito mais direto e muito menos sintetizado que na estreia, mas quando um álbum de estreia é melhor que a sequela, é porque algo não bate bem, e isso sim é o mais triste nisto tudo.
 Mas apesar de tudo, que fique aqui uma coisa bem ciente: apesar de existerem poucos, os momentos memoráveis do álbum roçam a perfeição sonora...

Faixas: (as faixas marcadas a azul são as escolhas do MontijoSound).
Novo: (A Faixa marcada a vermelho é das melhores faixas do ano)
 
  1. "Are You Want You Want To Be"
  2. "Ask Yourself"
  3. "Coming of Age"
  4. "Nevermind"
  5. "Peudologia Fantastica"
  6. "The angelic Welcome of Mr. Jones"
  7. "Best Friend"
  8. "A Beguinner's Guide To Destroying The Moon"
  9. "Goats in Trees"
  10. "The Truth"
  11. "Fire Escape"

segunda-feira, 24 de março de 2014

MontijoSound apresenta: Primavera Sound 2014, as escolhas da redação.

É verdade, de 5 a 7 de Junho, o Porto vai voltar a encher para o maior festival de musica Indie do mundo, e com o relógio a contar cada vez mais rápido, lógico que o MontijoSound tinha de estar em cima do acontecimento, e aqui vamos revelar-vos quem e que vale a pena descobrir.
 Sim, este ano o festival está rodeado de lendas como os Pixies, Neutral Milk Hotel, Slowdive, Loop, Television, mas promessas da música são criadas todos os dias, e este ano, o cartaz conta com alguns dos nomes mais promissores da música, portanto venham daí, porque o primavera Optimus Sound 2014 é na MontijoSound!

Follakzoid- "II" (2013)
 Directamente de Santiago, Chile, Follakzoid parece ser uma das melhores importações do continente sul-americano, sendo que "II", álbum de estreia, assume-se como uma viagem psicadelico/progressiva sem fim, sobre vocais inebriantes quase sufocantes, sendo dos álbuns mais falados da imprensa especializada.

!!! (chk chk chk) "Thriller" (2013)
Agora que os Lcd Soundsystem estão fora do mapa, os !!! {chk chk chk} emergem com a seu Punk electrónico ecléctico e cativante, trazendo de volta "Louden up now" (2004), clássico de esquerda que abre alas para a musica electrónica Indie do novo milénio, sem esquecer o novo "Thriller" (2013), álbum que irão apresentar durante todo este ano antes de se preocuparem em voltar aos discos.

Hebronix "Unreal" (2013)
Criado pelo líder destemido dos Yuck, Daniel Bloomberg inventa Hebronix, re-expressando o seu amor por distorção, mas criando música mais intimista e ela também mais sentimental e complexas, sons esses que ele explora, afastando-se totalmente do círculo girado à volta dos Yuck, para se assumir como um génio inquieto do Indie. Obrigatório.

Kendrick Lamar "Good Kid, Mad City" (2012)
Ele diz ser um bom rapaz, mas o seu "Good kid, Mad city" vem a expor uma hostilidade lírica, em forma de historia contada por Kendrick de forma honesta e emocional, cativante ou até pode ser visto por alguns como banal. Mas ele não deixa ninguém indiferente, e sendo também visto com Drake e Eminem, Kendrick assume o estatuto de promessa do rap, mas é talvez o nome mais desajustado do cartaz deste ano, o que ainda dá mais curiosidade em ir vê-lo.

Jagwar Ma "Howlin" (2013)
Depois do seu clássico instantâneo "Lonerism", os Tame Impala fizeram uma pausa nos discos para ir para a estrada... Grande erro, porque estes meninos da "grande cidade la de baixo", trazem "Howlin", que parece querer destronar os mesmos Tame Impala. "Howlin" sabe a Manchester em finais de anos 80, e trazendo-nos uma estreia altamente espiritual e electrizante ao mesmo tempo, "Howlin" e dos melhores do ano, o que os torna obrigatórios a ver em qualquer festival do mundo.


Dee Dee apresenta-se em grande forma com as Dum Dum Girls, trazendo um som Pop Glam neste novo "Too True", muito diferente do garageiro "I Will Be" (2010), que parece ser o melhor disco destas raparigas, que com um som muito característico e ruidoso, mas emocional e honesto conseguem o seu lugar ao sol no circuito Indie, e as suas actuações barulhentas nunca passam despercebidas...

sábado, 22 de março de 2014

Décadas: anos 80 (Continuação).


O acordar do Noise e o Shoegaze...
Os anos 80 é também conhecida pela ressurreição do Noise. O que é Noise? Os especialistas dizem ser camadas de FeedBack, outros dizem ser paredes de ruído causados por uma distorção extrema da guitarra. O Noise parece ter o seu inicio nos anos 60, quando os The Velvet Underground conseguiam um som muito distinto e ele também inédito, sendo que ouvia-se um som estridente e altamente barulhento, muito graças a Jonh Cale e a seu violão eléctrico e Lou Reed. Com o fim da banda no final dos anos 60, o Noise fez uma pausa só depois voltando nos anos 80...

The Jesus and Mary Chain e o seu "docinho"...
Se o mundo 20 anos antes deste álbum estava longe de estar preparado para as obras-primas dos Velvets, porque haveriam de estar com Psychocandy? Estreia destes escoceses que chegaram e arrebentaram com tudo com as suas melodias altamente inspiradas nos Beach Boys e com uma parede de Distorção caótica e destrutiva dos The Velvet Underground. "Psychocandy" torna-se num clássico instantâneo em 1985, e o "Shoegaze" que viria depois vê este álbum como o seu motor, sendo que influencia não só o movimento inteiro como também torna-se essencial para o Noise Revival dos anos 80.


Os "Mini Dinossauros" e a re-introdução do Noise no Indie.
Depois da sua avassaladora estreia, os The Jesus and Mary Chain lutavam para refazer um som igual ao de Psychocandy, sendo que e o noise fica fora de moda, até ao aparecimento dos Dinossaur Jr., que veio de uma onda de bandas inspiradas por "Psychocandy", sendo que os seus hinos com cheiro a Punk, misturando Fuzz seriam cruciais para o re-aparecimento da cultura No-wave, influências essas introduzidas no Clássico "Your living all over me", que expunha ao mundo os vocais "despreocupados" de J Mascis lider, deste trio de Massachussets. Esta banda fazia parte dum fenómeno que era o Underground Americano*...

Sonic Youth e a explosão do Noise...
*Fenómeno esse liderado por este quarteto Nova-Iorquino, decadente e sem papas na lingua, considerados os verdadeiros pioneiros do Noise. Eles já faziam Noise muito antes de este (re) tornar-se num fenómeno mundial, sendo que os seus primeiros álbuns apesar de incompreensíveis num sentido lírico, viam uma grande sensibilidade (ou falta dela) musical, construindo paredes de ruído sobre vocais quase invisíveis.
 Em 1986, os Sonic Youth davam um grande passo a sua musicalidade com "EVOL", o primeiro grande álbum da banda, que já expunha uma sonoridade mais lúcida e compreensiva para o ouvinte. No ano seguinte, a banda lançava "Sister", clássico underground, talvez dos melhores da década que expunha ao mundo Lee Ranaldo e Thurston Moore, dupla infalível, fazendo lembrar Lou Reed e Jonh Cale pelas suas personalidades efusivas e ambos com ideais avant-garde, se bem que Kim Gordon também ganhara um grande culto de fãs.                                                                                                                                     
Uma das obras máximas do século XX.
Em 1988, lançavam "Daydream Nation, que continuando o extraordinário trabalho do álbum anterior, subia a fasquia, introduzindo letras extramente honestas e conscientes, e distorção alternada, naquele que é um dos melhores álbuns da década. Com Daydream Nation, chegava também o inicio da revolução Shoegaze...






"Heaven's End" (1987), embora seja considerado por alguns o primeiro álbum de Shoegaze, foram os My Bloody Valentine que criaram a marca inédita, que forçava-os a olhar para os sapatos ou talvez para os vários pedais no chão, mas o visual não era tudo. Os "Shoegazers" é verdade que distorciam (e muito) a guitarra ,mas havia qualquer coisa de diferente nos vocais, eles tão inebriantes e nebulosos.
 De 1985 a 1987, os MBV lançavam uma data de EP's, mas foi devido à saída de Conway e à chegada de Butcher que os MBV iria encontrar o seu tão enigmático som. Em 1988 "Isn't Anything" saia e era altamente festejado pela imprensa britânica, álbum que trazia o single "Feed me with your kiss", aquele que é o hino do Shoegaze. O álbum tornava-se num clássico, e a necessidade de um segundo álbum era urgente, mas a mentalidade perfecionista de Kevin Shields, levava a banda a adiar o álbum por meses, mas o álbum iria sair, a todos os custos, literalmente, porque a banda gastou alegadamente 500 milhões de libras, o que na altura punha o álbum como o mais caro de sempre.

Finalmente em 1991 "Loveless" via a luz do dia, tornando-se não só como o pináculo do Shoegaze, como um dos álbuns mais importantes do século. A imprensa britânica estava rendida, mas mesmo com aclamação critica, o álbum ficava muito aquém das expectativas financeiras, vendendo nem um quarto daquilo que foi gasto, levando a Creation à falência.
 A banda ia parar, e só em 2013 é que lançaria "MBV", visto por muitos como a derradeira obra de Kevin Shields...



Os anos 80 voltam com a última publicação...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

MontijoSound apresenta: Décadas: Os Anos 80.

Os anos 80. É impossível pensarmos na era moderna sem falarmos nos anos 80. Diz-se ser o inicio da idade da Informação e o fim da idade Industrial.
 A Guerra Fria continua a ser travada entre os Estados Unidos e a Rússia, Ronald Reagan torna-se no 40º presidente dos Estados unidos da América e o Príncipe de Gales casa-se com "Lady Di", naquele que seria um dos maiores eventos do ano.
 A MTV era inventada e passava de forma quase hipnotizante "Thriller" de Michael Jackson, para frustração da cultura branca que revoltava-se pela MTV não passar exclusivamente música Rock.
 A Rádio e a Televisão tornam-se importantes percursores da cultura Pop, desde séries de televisão, até música ou mesmo moda entre outros.
 No Desporto, em 1986 a Argentina ganhava o campeonato do mundo depois do controverso golo de Maradona com a mão, chamando-lhe "A mão de Deus", e no cinema, Brian de Palma chega ao seu auge de perfeição em "os Intocáveis".
 Muita coisa aconteceu, mas como sempre aqui na MontijoSound, só nos interessa o que de importante aconteceu na música. Bem-vindos, à década mais importante do século XX: Os anos 80.

O Inicio do Rock Português: Rui Veloso e o "Chico Fininho":
Rui Veloso hoje é considerado por muitos como um dos pais do Rock Português, e o seu surgimento permite a aparição de uma "data" de bandas de Rock. A cultura do Rock Português é altamente influenciada pelo Punk/New Wave da década de 70, sendo que a maioria das bandas que surgiam em meados de anos 80 portuguesas tinham como principal referência os Ramones, os Joy Division, Os Rolling Stones...
Em 1980, Rui Veloso lançava o seu primeiro disco, "Ar De Rock", essencial na influência de várias bandas de Rock português que viria a surgir, sendo que deste álbum extrai-se dois grandes êxitos: "Rapariguinha do Shopping", e aquele que é o máximo legado de Rui Veloso "Chico Fininho", visto como um hino.

Os UHF e a "Rua do Carmo"
De Almada surgia os UHF que seriam essenciais no "Boom" do Rock Português. Depois de terem abrido para uma série de concertos dos Ramones em Portugal, os UHF lançam o extraordinário single "Cavalos de Corrida", visto como a maior proeza do Rock Português. O single chegou quase de forma imediata ao primeiro lugar das paradas portuguesas e os UHF já ganhavam um culto de fãs.
 Depois deste clássico instantâneo, os fãs já pediam um álbum, e em 1981, os UHF lançavam "À Flor da Pele", que era das primeiras grandes obras-primas do Rock Português, que continha também um êxito gigantesco chamado "Rua de Carmo", que tal como seu antecessor, chegava também com tamanha facilidade aos primeiros lugares das tabelas nacionais.

Táxi e a tão famosa "Chiclete"
Altamente influenciados pelos The Police, os Táxi hoje são considerados uma das melhores bandas portuguesas de sempre.
 São notórios por terem conseguido o primeiro álbum de ouro do Rock Português, sendo este álbum de nome homónimo, que continha os hinos alguns dos hinos máximos do Rock Português como "Cairo", "Vida de Cão" ou o extraordinário "Chiclete", que viria a ser um dos maiores hinos da era do Rock Português.
Nota também para um fantástico concerto de apresentação deste álbum em Lisboa em 1981, para abrir para os The Clash, que na altura estavam a apresentar a sua obra-prima "London Calling".
 Em 1982, os Táxi lançam o álbum "Cairo", que teria uma capa singular e polémica para a altura em que a banda punha na capa uma lata em formato circular. Esse álbum chegaria a prata, e para além de conter o enorme êxito "Cairo", continha também grandes clássicos do Rock Português como "O Fio da Navalha" e "1,2, Esq.º Dir.º".

Xutos e Pontapés e o auge do Rock Português
 

 
Apesar de se terem formado em 1978, foi em 1981 que a formação verdadeira era formada: Zé Pedro, Tim, Kalú e Francis eram os Xutos e pontapés.
  Em 1981, a banda lançava "78-82", álbum que libertava singles importantes como o fantástico "Semén".
 Era em 1987 que os "Xutos" iriam ter respeito comercial e crítico com a sua obra-prima "Circo de Feras", que continha mega-êxitos como "Contentores", "Não sou o único".

Mas foi em 1988 que a banda chega ao auge, e com este álbum, chega também o auge do Rock Português. "88", vinha para deleite dos críticos e tal como o seu antecessor, carregado de êxitos desde "Á minha maneira" ou "Para ti Maria".
 O Rock Português foi uma era muito importante para a cultura musical portuguesa, mas muita coisa ainda está para acontecer naquela que é a década mais importante do século XX.
O Shoegaze, Madchester New Wave... Fiquem por ai, porque ainda há muito para ser dito.