quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Entrevista Exclusiva ao Noiserv: "O Público que vai aos meus concertos é muito diversificado, seja qual for a idade ou gosto musical".

Não é surpresa nenhuma! Noiserv chegou, e veio para ficar... Projecto criado pela mente brilhante de Diogo Santos, quando em 2005, Diogo grava algumas canções e põe-nas numa demo...
 O projecto começa a ganhar ainda mais notoriedade quando Diogo lança o seu primeiro longa-duração "One Hundred Miles from Thoughtlesness", álbum que acaba sendo aclamadissimo pela imprensa nacional...
 Segue-se uma tour nacional, e algumas aparições em vários palcos na Europa, mas foi neste ano que Noiserv lança o seu "aguardentoso" 2º longa-duração "Almost Visible Orchestra", que acaba por ser melhor que o seu antecessor e que liberta o melhor tema de Diogo até á data "I was trying to sleep when everybody woke up".

MontijoSound- Diogo, antes de mais muito obrigado por nos concederes este tempo...

Noiserv- Ora essa, o prazer é meu...

MS- Quais são as tuas principais influencias?

Noiserv- Eu acho que não tenho assim influencias em concreto. Eu acho que o meu som é criado segundo aquilo que eu ouço desde sempre: Jeff Buckley, Elliot Smith, Radiohead...

MS- Já com dois álbuns no bolso (One Hundred Miles from Thoughtlessness e este novo Almost Visible Orchestra), " I was triyng to sleep when everyone woke up" parece ser a tua música mais importante até á data. Esperavas a recepção que não só este novo A.V.O ou mesmo este single teve?

Noiserv- Lógico que sempre que alguém faz alguma coisa, espera sempre uma boa recepção e as pessoas gostem, mas podemos dizer que não estava á espera da dimensão que este iam ter...

MS- Do que que fala a música "I was trying to sleep when everybody woke up"?

Noiserv- Eu acho que fala da maneira como nós vemos as pessoas e vice-versa, incluse os convidados na música reflectem muito sobre a temática da música.

MS- Quais foram os convidados?

Noiserv- Rita Redshoes, Luísa Sobral, Francisca Cortesão (minta), Luís Nunes (Walter Benjamin), Esperi e Afonso Cabral e Salvador Menezes (You can't Win Charlie Brown).

MS- Achas que de uma forma a Antena 3 e a Vodafone Fm tem sido fulcrais no reconhecimento e divulgação deste single?

Noiserv- Eu acho que todos os meio de divulgação são importante para que uma música, e neste caso um single, possa chegar as pessoas. Uma vez que tive um grande apoio por parte das rádios que falas, elas foram claramente muito importante nestes trabalho de divulgação.


MS- David, é verdade que já passaste por vários sítios de renome em Portugal: Coliseus (LIsboa e Porto), Santiago Alquimista, Music Box. Como é que descreves o teu público?

Noiserv- Felizmente tenho sentido que o público que vai aos meus concertos é bastante diversificado, o que me faz perceber que a minha música pode ser ouvida por todo o tipo de pessoas, independentemente da idade ou gosto musical

MS- .Também já abriste para artistas de renome internacional como Bill Callahan ou os aclamadissimos Camera Obscura... Para ti, que nível de experiência é que achas ter ganho abrindo para estes grandes artistas?

Noiserv- É sempre bom ter contacto com artistas internacionais ajuda-nos a acreditarmos mais no nosso trabalho e a valorizar a importância desta profissão, ser músico.

MS- A quem é que (musicalmente falando) te comparas?

Noiserv- É uma pergunta complicada, tento acreditar que cada músico é único e incomparável, dessa forma não te consigo responder a esta pergunta.

MS- Se pudesses escolher algum, em que sitio é que tinhas mesmo um sonho de um dia tocar?

Noiserv- Acima de tudo gostava de ao longo da minha carreira ter oportunidade de tocar para o máximo possível de pessoas em todo o mundo, o local é menos relevante o que importa são as pessoas.

MS- Em último David, para ti, qual é o melhor álbum do ano?

Noiserv- Porque tem uma das músicas que mais ouvi este ano, a música que dá título ao disco, voto em: Nick Cave & The Bad Seeds - Push The Sky Away

MS- David, manda só uma nota ao MontijoSound.

Noiserv- Muito obrigado pela ajuda na divulgação da minha música e que o site tenha muito sucesso...

MS- David Santos, muito obrigado. Que tenhas toda a sorte do mundo, e vou acompanhar com muita atenção tudo aquilo que virás a fazer no futuro...

Noiserv- Obrigado eu.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Optimus Alive 2014 já com primeiros artistas confirmados...

São nos dias 10, 11 e 12 de Julho que a edição 2014 do Optimus alive arranca, já com alguns nomes confirmadíssimos, também já com fan packs á venda na Fnac:

Estes Folk-Rockers de Colorado, misturam influencias Gospel, Country e mais outra qualquer coisa, sonoridades essas expostas no seu longa duração de estreia homónimo "The Lumineers" (2012), banda que apresentará o mesmo no dia 10 de Julho.

Este ambicioso duo mistura Rock-N-Roll Blues dos anos 60, tornando-a moderna e de fácil audição, e já com oito álbuns no repertório, este aclamado grupo deverá ser a principal atracção do dia 11 de Julho.

Estes rapazes-transformados-homens deverão ser a principal atracção do evento, dado que este brilhante "AM", sendo um dos melhores álbuns do ano, vem a reforçar a opinião que esta deverá ser das melhores bandas da actualidade. Os Arctic Monkeys podem e devem ser vistos no dia 10 de Julho.


MontijoSound entrevista Noiserv...

A MontijoSound teve o grande prazer de entrevistar David Santos, a mente brilhante por detrás de Noiserv, nome artístico deste multi-instrumentista talentoso.
 A entrevista será brevemente postada, só aqui na MontijoSound!

Escola Secundária Jorge Peixinho, inaugura Auditório com muita música...

Foi no dia 17 de Dezembro, último dia antes das férias de Natal, que a Associação de estudantes inaugura o auditório da escola. Já tem vindo a haver muita expectativa em relação á inauguração do mesmo, mas a AE guardou o último dia do 1º período para uma festa com muita música, cortesia de de Dj Caramujo, que focou-se mais no Dubstep e Reggae para alegria das centenas de alunos presentes lá.
 Também houve actuações de Marta Alexandra e da Núria Henriques, ex-participante do programa de televisão "Uma canção para ti" (TVI).
 Muita animação, festa e acima de tudo música, naquela que foi mais uma organização bem sucedida da Associação de Estudantes da Jorge Peixinho, depois dos recentes torneios de consola, Ténis de mesa e futebol...

domingo, 15 de dezembro de 2013

Tradução da semana: Juba- Maria

Todas as semanas, vamos dar-vos a tradução de uma música.
 Esta semana, a tradução e da música "Maria" dos Juba, do novo disco "Mynah" desta promissora banda lisboeta...
 Desfrutem:


Versão original:
 so long , so long
there's no doubt
so long, so long
to lay in bed
so long, so long
it's not a crime
so long, so long
it's hard to feel alright

i'm just stuck with maria

so long , so long
can't make you cry
so long, so long
to lay in bed
so long, so long
it's not a crime
so long, so long
lets do it right

i'm just stuck with maria

Tradução:
Tanto tempo, Tanto tempo
Não há dúvida
Tanto tempo, tanto tempo
P'ra ficar na cama
Tanto tempo, tanto tempo
não é um crime
tanto tempo, tanto tempo
È difícil sentir-me bem

Eu estou preso á Maria

tanto tempo, tanto tempo
não consigo fazer-te chorar
tanto tempo, tanto tempo
pra ficar na cama
tanto tempo, tanto tempo
não é crime
tanto tempo, tanto tempo
È difícil sentir-me bem

Eu estou preso á Maria

domingo, 8 de dezembro de 2013

25 melhores álbuns do ano (Continuação).

10º- Primal Scream- More Light
Primal Scream trazem este "More Light", que acaba por ser a continuação perfeita do extra ordinário álbum "Screamadelica" (1991), que consegue ser abrasivo como consegue ser cativante...

9º Arctic Monkeys- Am
Havia muita expectativa em relação ao que estes rapazes-transformados-homens de Manchester iriam fazer neste "AM". Surpreendendo tudo e todos, Arctic Monkeys dão um toque fresco á sua sonoridade sem mudar radicalmente o mesmo...

8º- Queens of the Stone Age- Like Clockwork
Trazendo o icónico Baterista dos Nirvana, Dave Growl, junta-se para criar um som novo, esse tão preciso para revitalizar a banda, que tornava-se aborrecida...

7º- Camera Obscura- Desire Lines
Vistos como o futuro da icónica editora 4AD (Cocteau Twins), esta banda de Indie Pop cria aqui um dos melhores álbuns da editora... E do ano também aparentemente.

6º- Yo La Tengo- Fade
Lendas do Indie, estes Dream Poppers voltam a repetir a fórmula criada em clássicos do género, como em "I can hear the heart beating as one", mas com um toque moderno...

5º- No Joy- Wait Pleasure
Estas Canadianas produzem um Noise extremamente caótico e violento, lembrando glórias antigas (Cocteau Twins), mas com um som desigual e muito característico...

4º James Blake- Overgrown
Este miúdo vem a compor algumas das músicas mais lindas do ano. Este álbum é de uma grandeza inexplicável. Só ouvindo perceberão...

3º- Boogarins- As plantas que curam
Não há barreiras que estes miúdos possam quebrar. De Goiania para o mundo, os Boogarins são a prova viva que mesmo que seja feito a partir de casa, se for bom, as pessoas vão ouvir. Eu ouvi, e foi uma das melhores decisões que já tomei na minha vida, sendo que "As plantas que curam", acabam por ser o melhor tributo possível aos Mutantes, principal influência desta promissor grupo...

2º- Deaftheaven- Sunbather
Com fortes influências do Pós-Rock (Rock ambiental, Rock Progressivo, Shoegaze), Deaftheaven criam uma obra prima, estabelecendo novas barreiras no black metal, sendo que as letras são imperceptíveis, mas não precisam de ser quando o som é tão lindo quanto este...

1º- My Bloody Valentine- MBV

Concebido depois do clássico dos clássicos, Loveless, Kevin Shields guardou esta obra prima escondida no seu estúdio secreto, esperando a altura certa para lançá-lo. Passou 25 anos, muita coisa mudou, mas Shields esperaria o tempo que fosse preciso para que este álbum visse a luz do dia.
 "MBV" acaba por ser a confirmação do renascimento da cultura Shoegaze, sendo que sendo este álbum apesar de brilhante, não é Loveless, mas pensando bem, nenhum álbum é Loveless...

25 melhores álbuns do ano.

Tal como prometido, o MontijoSound escolheu os melhores 25 álbuns de sempre, naquele que foi um ano de regressos após longas paragens, muito Shoegaze e também uns quantos toques de psicadélico.
 Os álbuns foram escolhidos tendo em conta criticas universais e audição por parte do MontijoSound.
 Apertem os cintos, porque a viagem está prestes a começar...

25º- The Strokes- Comedown Machine
Após o seu brilhante Is This It (2001), estes rapazes de Nova Iorque perderam-se há medida que a década se desenrolava, mas agora, com este Comedown Machine, parecem encontrar o caminho para a fórmula mágica, formula essa tão bem usada na sua estreia.

24º- Os Mutates- Fool Metal Jack
Brilhantes, e ás vezes controversos, Os Mutantes, máximo expoente da música Popular Brasileira voltan com este Fool Metal Jack, que relembra de forma fantástica os tempos da era Tropicália. E que recordações...

23º- Foals- Holy Fire

Talvez um dos máximos expoentes do novo Rock Britânico, estes jovens trazem um pós-punk divertido e fácil de ouvir, tendo como principal faixa deste Holy Fire "My Number", que descreve na perfeição não só o que foi feito neste álbum como também o que estes jovens poderão fazer no futuro.

22º- Splashh- Comfort
Estes miúdos de Londres fazem a sua estreia, criando um álbum de Shoegaze/ Psicadélico fazendo lembrar My bloody Valentine ou mesmo Loop. Não há dúvidas do que estes rapazes são capazes de fazer, mas há espaço para um segundo álbum melhor que este...

21º- Anna Calvi- One Breath
Cantora/Compositora Anna Calvi, leva-nos numa viagem incrível, misturando todas as sua principais influências neste "One Breath", álbum que traz o muito aclamado single "Eliza".

20º- The Knife- Shaking The Habitual
Este aclamadissimo grupo sueco composto por dois irmãos, volta desta vez com "Shaking the Habitual", que volta a trazer música electrónica ecléctica, desta vez com características experimentais, que devem agradar aos fãs mais devotos.

19º- Vampire Weekend- Modern Vampires of the City
Sempre misturando influências desde ritmos africanos até Punk, os Vampire Weekend voltam a trazer um um Indie divertido, do inicio ao fim...

18º- Ice on the Dune- Empire of the Sun
Não haja dúvidas que estes dois cleptomaníacos Australianos melhoraram o seu sons para a segunda duração, e apesar de bons tempos esses no Verão de 2008, eventualmente, eles tinham de amadurecer. Parece que isso aconteceu neste "Ice on The Dune"... 

17º- Phoenix- Bankrupt
Depois de um electrizante "Wolfgang Amadeus Phoenix", estes Synth Rockers de França, voltam com "Bankrupt", ainda mais frenético e ecléctico que o seu antecessor, trazendo o hit surpresa "Entarteinment!".

16º- Iggy Pop and the Stooges- Ready to die
40 anos após o seu Definidor-de-género "Raw Power" (1973), Iggy Pop volta com a sua turma para mais um álbum, que parece "denunciar" já a idade de Iggy, mas não o suficiente para este "Ready to die" não deixar de ser fantástico...

15º- These New Puritans- Fields of Reeds
Esquecendo as suas influências do Punk/Electrónico, não só arriscavam perder os seus mais antigos fãs, como também arriscavam perder o sucesso critico. Este risco acaba por compensar, sendo este talvez um dos melhores trabalhos da banda...

14º- Nine Inch Nails- Hesitation Marks
Trent Raznor volta a liderar o caminho para o que de melhor fez-se este ano de Industrial Metal, e pela audição deste "Hesitation Marks", ainda vamos ver muito dele e de nine Inch Nails...

13º Paul Maccartney- New
É já o 16º álbum de Paul Mccartney que com este "New", vem aqui salientar o estatuto de verdadeiro rei da Pop, que parece nunca fazer álbuns que não sejam brilhantes. Este não é excepção...

12º- Black Sabbath- 13



Pioneiros do Heavy Metal, estes senhores não se cansam de fazer álbuns, sendo este já o 22º álbum, mas "13" acaba por trazer um som actual sem tirar a violência crua da banda...

11º MGMT- MGMT
Muito aconteceu desde "Oracular Spectacular", a "Fabulástica" estreia de dois miúdos de Nova Iorque com vontade de misturar sintetizadores com Neo-Psicadelismo. O tempo passou, a banda amadureceu (musicalmente falando), e a verdade é que estes dois últimos longa-duração (Congratulations- 2011/MGMT- 2013) vem revelar uma faceta totalmente diferente daquela ouvida na sua estreia de 2008.
 Trazendo um som mais evoluído, misturando influências do Surf Rock, Rock Psicadélico e muito mais, o céu é o limite para este ambicioso grupo, que apesar de não ter singles como "Electric Feel" ou "Kids", vai apelar a um público muito mais adulto, trazendo na bagagem, a sua faixa principal, "Alien Days"...

Vamos revelar os 10 últimos álbuns na próxima postagem...